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Portugal: Presidente Cavaco reeleito
País tem quase um milhão de mortos registrados para votar
24.01.2011


Na eleição para a presidência da republica realizada neste domingo, o atual presidente português, Cavaco Silva, foi reeleito para um mandato de mais cinco anos.

A vitória de Cavaco, candidato apoiado pelos partidos da direita portuguesa, foi mais expressiva que a de há cinco anos, tendo atingido uma votação de 52,9%, quando tinha conseguido 50,6% em2006.
Cavaco Silva venceu em todos os dezoito distritos portugueses e nas duas regiões autónomas, Açores e Madeira.

Seu principal concorrente, o socialista Manuel Alegre, sobre o qual existem alegações de que terá colaborado com forças inimigas durante a guerra que Portugal manteve em África nos anos 60 e 70, ficou com apenas 19,8% dos votos, uma votação inferior ao total de 26,0% que conseguiu em 2006 resultado da soma de seus votos (20,7%) com os votos do comunista trotskista Francisco Louça, que este ano apoiou Alegre.

O apoio dos esquerdistas do «Bloco de Esquerda» um partido radical liderado pelo filho de um eminente almirante do regime fascista, acabou matando a candidatura de Alegre. Os portugueses não gostaram da campanha de mentiras e calúnias que foi organizada pelo Bloco de Esquerda contra Cavaco Silva, com o apoio disfarçado do governo liderado por José Sócrates.

Os outros

Os restantes candidatos conseguiram uma votação igualmente expressiva que foi considerada pelos analistas como voto de protesto.
Todos esses candidatos eram de esquerda e contavam que Cavaco ficasse abaixo de 50% da votação para depois juntarem seus votos num segundo turno.

Fernando Nobre, com 14,1% foi apoiado por organizações ligadas à Maçonaria, e alegadamente «inventado» pelo antigo presidente Mário Soares, para prejudicar a candidatura de Manuel Alegre. Soares e Alegre odeiam-se profundamente, embora sejam do mesmo Partido Socialista, uma agremiação de pessoas que utilizam o partido para ganhar dinheiro e conseguir empregos bem pagos em empresas públicas ou empresas privadas que dependem de favores do estado.

Fora da teta da vaca portuguesa estão sempre os comunistas estalinistas portugueses, vistos como os mais conservadores comunistas do mundo depois da monarquia comunista da Coreia do Norte. Seu candidato, um operário eletricista com ar de pastor evangélico, conseguiu manter a votação do Partido Comunista Português 7,1%, embora com menos expressão que a a do candidato comunista das últimas eleições ( 8,6% ).

Tiririca portuga

No quinto lugar, ficou um candidato que muitos já chamam de «Tiririca portuga», José Coelho, que veio da ilha da Madeira, fez uma campanha que muitos consideraram humorística, praticamente não gastou nenhum dinheiro, não participou dos debates nas televisões (que encontraram forma de evita-lo) mas mesmo assim conseguiu 4,5% dos votos. Em sua terra, a ilha da Madeira, José Coelho conseguiu uma impressionante votação de 39.0% dos votos. Coelho, conseguiu ainda a proeza de ser o único candidato a ganhar um município capital de distrito, ao ficar na frente de Cavaco Silva no município de Funchal, capital da Madeira.

O último candidato, Defensor de Moura, conseguiu ainda 1,57%, tendo como único destaque ter conseguido 10% da votação em seu distrito, Viana do Castelo.

Anedota portuga

A eleição ficou ainda marcada pela anedótica questão do cartão de eleitor electrónico português.

Em Portugal não há voto eletrônico, mas o governo decidiu criar um «Cartão do Cidadão» que junta carteira de identidade, dados da segurança social e várias outras informações, num sistema centralizado e moderno.

Mas o sistema de votação não está minimamente informatizado. O registro de eleitores é feito pelas minusculas freguesias (a mais pequena das divisões administrativas portuguesas).
O cartão de eleitor, que está eletrônicamente incluído no chip do novo «Cartão de Cidadão» tem o número de cartão no chip electrônico, mas quando o eleitor vai votar, a Assembleia de Voto, não tem como ler o cartão de eleitor. Por isso milhares de portugueses não puderam votar.

O responsável pela anedota, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, é já conhecido por sua incompetência e incapacidade em inúmeras trapalhadas que transformam seu ministério numa anedota. A competência não é porém fator determinante para escolher ministros em Portugal.

O abstencionista português típico: Mais de 700.000 mortos não votam e os portugueses estão preocupados com o aumento da abstenção.
Centenas de milhares de mortos registrados para votar

A abstenção portuguesa mais uma vez aumentou.
Aparentemente, os responsaveis eleitorais portugueses não foram informados de que os eleitores mais velhos têm tendência para morrer com mais facilidade. Também ninguém explicou aos portugueses que os mortos têm uma grande tendência para abster-se de votar.

O numero de eleitores registrados para votar ultrapassa 9,6 milhões, num pais com 10,6 milhões de habitantes, onde as estatísticas de população afirmam que há cerca de 1.74 milhões de portugueses que não têm idade para votar (menos de 18 anos).[1]
Logo, a população com idade para votar não pode ultrapassar 8,9 milhões. Porém, o numero de registrados para votar é mais elevado em 700,000. Esses eleitores são os mortos que por alguma razão não votaram.



[1] – Dados PORDATA


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