Sociedade / Política


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Esquerda portuguesa perde eleições
Direita controla 57% do parlamento português
06.06.2011


Os dois principais partidos da direita Portuguesa conseguiram na eleição deste domingo uma maioria absoluta de deputados no parlamento português, devendo assegurar a eleição de 132 deputados num total de 230.

Em primeiro lugar ficou o Partido Social Democrata (PSD) de centro-direita, liderado por Pedro Passos Coelho de 47 anos. O PSD tinha 78 deputados e deverá assegurar agora a eleição de 108 deputados (47% da câmara) ficando a oito deputados de conseguir a maioria absoluta[1].

Ele deverá entrar numa coalizão parlamentar com o CDS-Partido Popular (Direita) que passou de 21 para 24 deputados (10,4% dos assentos da Assembleia da República de Portugal).

O principal derrotado foi o Partido Socialista (PS) de centro-esquerda, que deverá eleger 74 deputados (32,2% da câmara). O PS detinha quase 42% dos lugares no parlamento, que foi dissolvido há quase três meses atrás, quando todos os deputados da oposição se juntaram e derrotaram um programa de cortes financeiros proposto pelo governo.

José Sócrates tinha sua imagem muito desgastada e embora tivesse uma máquina eleitoral extremamente sofisticada para apoia-lo, isso não foi suficiente para alterar a imagem de politico mentiroso, desonesto, violento e incompetente.

Menos significativa mas igualmente desastrosa, foi a derrota da esquerda radical de influência trotskista do Bloco de Esquerda (BE), o partido que mais tinha protestado contra as medidas de austeridade impostas pela situação de falência do país.

Mapa eleitoral português: A azul, os circulos em que os partidos de direita têm mais votos que o de esquerda
Essa foi mesmo a mais humilhante derrota eleitoral que um líder político sofreu na História da democracia portuguesa, perdendo metade dos votos e metade dos deputados, ficando reduzido a 8 deputados (3,5% dos assentos na assembleia). Já tinham ocorrido casos de grande fracassos eleitorais, mas tais fracassos tinham sempre sido resultado de uma mudança de liderança e nunca tinham acontecido com o mesmo líder no comando de um partido.

Significativa é a votação no Partido Comunista Português (PCP) [2], considerado um dinossaurio da era soviética, que continua defendendo as vantagens do regime soviético de Stalin e jurando que o regime cubano de Fidel Castro é um modelo que deve ser seguido. Como já é tradição o PCP não mudou praticamente nada e mantém seu eleitorado fixo. O partido perdeu cerca de 4500 votos e ganhou um deputado, somando 7,9% dos votos e passando de 15 para 16 deputados (7% dos assentos parlamentares).

Portugueses mortos, continuam recusando cumprir seu dever cívico

Entre os problemas da eleição portuguesa destaca-se a continuação de um gigantesco numero de cadáveres registrados para votar.
Ainda que tenha sido feita uma tentativa para apresentar um estudo que demonstra que se trata de abstenção técnica resultado da imigração, os numeros continuam não batendo certo.
Na última década Portugal não perdeu um milhão de pessoas para imigração mas a diferença entre a população com mais de 18 anos (idade legal para votar) e o numero de eleitores registrado, continua sendo superior a um milhão.

Grande parte das análises que os portugueses fazem sobre a elevada taxa de abstenção, continua esquecendo esse fato.
Aparentemente os analistas portugueses continuam estudando detalhadamente e debatendo com grande emoção, as explicações politicas que justificam o fato de centenas de milhares de portugueses mortos não estarem cumprindo seu dever cívico.

Também na aparência, figuras proeminentes como o analista político Marcelo Rebelo de Sousa, que mantém um programa de comentário politico em uma TV portuguesa, continuam achando que morto não vota, porque está desiludido com o comportamento dos políticos portugueses.

Assim vai a terrinha...


[1] – Há ainda quatro deputados para distribuir. A previsão aponta para que esses deputados sejam ganhos três pelo PSD e um pelo PS.
[2] – O Partido Comunista Português se apresenta com a sigla CDU de Coligação Democrática Unitária.


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