Geoestratégia


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Colonialistas portugueses não desistiram em 1961
Jornal indiano afirma que Portugal pensou retomar Goa
19.12.2011


O jornal indiano Times of India noticiou aquando da passagem dos 50 anos sobre a invasão do Estado da Índia Portuguesa pela União Indiana, que Portugal continuou a agir contra a Índia depois da invasão, com o objetivo de retomar o território até 1964.

Segundo o jornal, mesmo depois da invasão de Goa pela União Indiana e da operação de ocupação estar completa, os portugueses continuaram a ter ideias imperialistas e de reconquista do território.
Os portugueses teriam continuado as emissões da rádio oficial «Emissora Nacional» para transmitir notícias sobre os goeses que não aceitavam a presença das tropas da União Indiana, nem a ocupação indiana do território de Goa.

Segundo uma pesquisa apresentada pela bibliotecária da Biblioteca Central de Goa, as emissões teriam pedido aos goeses que escrevessem as iniciais GR nas paredes [1].
Além de Goa, também em Bombaim estariam a ser organizadas células de resistência contra a ocupação.

Ainda segundo a mesma fonte, os «colonialistas portugueses» teriam incitado os goeses a criar movimentos de resistência , e essas tentativas teriam sido estendidas a outras regiões da India, onde existiam [2] movimentos separatistas, como na Caxemira, ou em Hyderabad. O apoio português a esses movimentos teria como contra-partido o apoio à volta dos portugueses a Goa.

O plano era do conhecimento do governo português e de vários ministérios, bem como dos militares e teria sido posto em prática em 1962, ano em que a India se encontrava envolvida com a China num conflito fronteiriço [3].
O plano colonialista português, conhecido como «plano Gralha» destinava-se segundo os indianos, destinava-se a mostrar aos goeses, durante a ocupação indiana, que Portugal não se tinha esquecido deles. Outros planos previam o transporte de explosivos desde o Koweit, para paralizar os portos de Mormugão e Bombaim. Estaria igualmente previsto atacar outros pontos dentro da India.

É alegado que teriam sido colocadas bombas numa escola municipal em Goa em Março de 1962, com o objetivo de criar o pânico. Os indianos acusam Portugal de ter incitado e organizado os ataques para depois os explicar com a insatisfação dos goeses para com as forças de ocupação da União Indiana.

Aparentemente – e segundo os indianos - o plano seria concluído em 1964 com a invasão e retomada do território, quando a União Indiana tivesse entrado em colapso, resultado de cisões internas entre os vários estados indianos.


[1] – GR significaria «Goan Resistance». O governo de Salazar teria portando ordenado que a resistência se expressasse em inglês.
[2] – Movimentos que ainda hoje existem.
[3] – O conflito aparenta ser uma consequência indireta da invasão de Goa, a qual demonstrou que o primeiro ministro indiano Nehru, não era o pacifista que a propaganda do partido nacionalista «Congress Party» pretendia ser.
A invasão de Goa, despoletou uma ação chinesa de prevenção, que fez a India sofrer uma humilhante derrota.


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