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Tensão Turquia-Síria continua elevada
Turcos afirmam que sírios conheciam nacionalidade do avião abatido
26.06.2012


As relações entre a Síria e a Turquia, continuam muito tensas, na sequência do abate de uma aeronave turca de reconhecimento, sobre o mar mediterrâneo na passada sexta-feira.
A aeronave, um caça F-4 «Phantom» adaptado para missões de reconhecimento, não estava armada e foi reconhecida como aeronave turca pela defesa anti-aérea síria.

Todos viram o que se passou
Inicialmente a Síria alegou que a aeronave turca tinha sido abatida enquanto sobrevoava espaço aéreo sírio, mas análises posteriores aparentam indicar que quando foi abatida a aeronave se encontrava sobre o mar mediterrâneo fora das águas territoriais sírias, embora efetivamente se despenhou nas águas territoriais daquele país.

Fontes turcas afirmam que existiu uma violação do espaço aéreo entre os dois países, mas que essa violação ocorreu onze minutos antes de o F-4 Phantom de reconhecimento ser abatido pelos sírios.

Dirigentes turcos afirmaram mesmo que os sistemas de defesa aérea de países vizinhos, tinham detetado a aeronave e o seu percurso de voo, comprovando que a tese síria não está correta.

Siria confirma tese da artilharia anti-aérea, mas alcances deixam dúvidas

Sabe-se que a aeronave turca foi abatida com recurso a artilharia anti-aérea, e o abate foi possível porque a aeronave efetuava voos a baixa altitude, o que é comum para aeronaves de reconhecimento que estão essencialmente equipadas com sensores eletrónicos e equipamentos óticos.

A Siria no entanto, afirma que a aeronave foi abatida por metralhadoras anti-aéreas [1], o que colocaria a aeronave dentro de alcance deste tipo de armamento baseado em terra. Para isto ocorrer, a aeronave turca teria forçosamente que estar a sobrevoar terra ou uma área muito próxima de terra. O sistema auto-propulsado ZSU-23 também pode atingir aeronaves a distâncias máximas de 5km (dependendo da altura a que o avião se encontra)
No entanto, a Siria conta em teoria com 600 peças de artilharia anti-aérea de 56mm modelo S-60, mas o alcance deste armamento também não ultrapassa os 6km.

Oposição turca pede calma

A oposição turca pediu que o governo tente resolver a situação pela via diplomática, considerando que este tipo de problemas deve ser resolvido exclusivamente com recurso à via diplomática e à pressão internacional.
Porém, vários analistas turcos são unânimes em afirmar que a apresentação da questão no conselho de segurança das Nações Unidas terá poucos efeitos, dado o apoio que o regime russo de Vladimir Putin dá ao ditador socialista sírio Assad.

Já quanto à aliança NATO, o incidente é visto como tendo potencial para voltar a aproximar a Turquia dos seus tradicionais aliados a ocidente, embora não seja provável que a NATO aceite efetuar ataques contra a Síria, com base no abate de uma aeronave turca.
O secretário-geral da aliança afirmou que a Síria não deve voltar a repetir qualquer ataque.

Existem porém indicios de qua os responsáveis turcos sondaram vários líderes da aliança para saber o que esses países fariam, caso os turcos alegassem que o ataque contra um avião turco tinha sido um ataque contra a turquia e portanto contra a aliança atlântica.

Forças em presença

A Turquia não pretende retaliar na mesma medida, já que qualquer reação da Turquia, poderia ter consequência graves numa região já de si explosiva. É evidente a clara superioridade militar da Turquia em todos os campos, mas a possibilidade de um conflito aberto acabar por arrastar outros países é elevada.
Os turcos já sondaram o Iraque, a Arábia Saudita, os Estados Unidos, a Itália, a França, a Alemanha e a Grã Bretanha sobre a questão. Também já estiveram ao telefone com russos e chineses.

Segunda aeronave turca alvejada

A situação complicou-se na segunda-feira, quando uma aeronave de reconhecimento CN-235 que participava nas operações de busca dos destroços do F-4 abatido, voltou a ser alvejada pela artilharia anti-aérea das forças favoráveis ao regime de Assad.



[1] - Neste caso seriam metralhadoras de 14mm de calibre


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