Marinha


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Tensão continua no mar do sul da China
ASEAN é reflexo dos desentendimentos
01.08.2012


As filipinas voltaram a protestar contra o aumento das instalações militares chinesas nas ilhas do mar do sul da China, sobre as quais existe uma disputa aberta entre seis diferentes países.
Na passada semana o governo das Filipinas chamou a embaixadora chinesa para lhe expressar a mais firme condenação por parte das autoridades filipinas, relativamente à instalação de uma base militar na ilha de Woody, no arquipélago das Paracel.

O protesto, é importante na medida em que as Filipinas não têm nenhuma pretensão relativamente às Paracel (as questões que as Filipinas têm com a China são relativas ao arquipelago das Spratly, entre 500 a 700km a sul).

A atuação diplomática filipina, só pode ser interpretada como resultado da colaboração diplomática entre as Filipinas e o Vietname, país que considera as Paracel como seu território.

A questão também já chegou à ASEAN, onde o Cambodja terá acusado as Filipinas e o Vietname de tentativa de forçar aquele grupo de países a assumir posições contrárias às da China.
Ao contrário, fontes filipinas acusam abertamente o Cambodja de estar a fazer o jogo da China, ao ter evitado a discussão aberta da questão das ilhas Spratly e Paracel durante a última conferência da ASEAN.

Os países mais pobres da organização são mais vulneráveis à pressão direta da China e entre estes está a Birmania (Myanmar) e o Cambodja, um dos países mais pobres da região, que tem recebido um intenso investimento chinês nos últimos anos.


Os Estados Unidos já avisaram a China das graves consequências que poderá ter no futuro a construção de mais instalações permanentes chinesas nos ilhéus Spratly, que se encontram em média a cerca de 1,000km do território chinês e a pouco mais de 200km das costas das Filipinas.

Desde há vários anos que a China tem vindo a aumentar a sua capacidade militar nos mares do sul e esse aumento de poder tem a sua expressão máxima na nova base de submarinos de Yulin na ilha de Hainan.
Yulin fica à menor distância possível entre território chinês e as zonas contestadas e em disputa. A partir dali a marinha chinesa opera submarinos e também fragatas do tipo Jiangkai-II o seu mais moderno tipo de fragata.

Na imagem, uma embarcação de pesca chinesa, retira do fundo do mar cabos colocados por um navio americano de pesquisa. A tensão entre Estados Unidos e China continua elevada, com a China a considerar a presença americana como uma intrusão.


Seis países reclamam ilhas e atóis nas Spratly. A saber, Brunei, China, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietname. Os principais envolvidos no processo são o Vietname e as Filipinas e num segundo plano a Malásia.

O Vietname adquiriu recentemente meios navais à Rússia, entre os quais se contam dois submarinos de propulsão Diesel do tipo Kilo e duas fragatas ligeiras. A Malásia seguiu o mesmo caminho e optou por adquirir à Rússia algumas aeronaves do tipo Su-27 expressamente adquiridas com capacidade para atacar navios, no que foi interpretado como uma mensagem para a China.
Já as Filipinas tradicionalmente fazem depender a sua defesa naval da presença norte-americana. Recentemente o país iniciou um processo de modernização da sua marinha, que passa pela incorporação de antigos navios da guarda costeira norte-americana, que sendo antigos, ainda assim aumentam muito a capacidade da força.

Neste momento estão formados três grupos de países.

Um primeiro constituido principalmente pelo Vietname, Filipinas e Malásia, um segundo de países favoráveis à China, em que se pode contrar o Cambodja, a Tailândia e a Birmânia, com os restantes países numa posição relativamente neutra.

Curiosamente, as duas Chinas mantêm uma posição comum neste ponto. O governo de Taipé também reclama pelo menos duas das ilhas no arquipelago das Spratly e a sua posição é em tudo idêntica à de Pequim.


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