Marinha


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Cancelado o NPO-2000
Portugal confirma cancelamento de encomenda
18.09.2012


O governo de Portugal confirmou nesta terça-feira a sua intenção de cancelar a encomenda para mais seis navios do tipo NPO-2000 (Navio de Patrulha Oceânica) parte que faltava de um total de oito navios (dois deles seriam destinados à função de combate à poluição).
Ao mesmo tempo o governo cancelou também o projeto de construção de cinco patrulhas de 600t de deslocamento, cuja construção também deveria ser realizada pelos ENVC – Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

O NPO-2000 foi um projeto desenvolvido pela marinha de Portugal desde o inicio da década de 1990. Os navios destinavam-se a substituir as dez corvetas portuguesas construidas entre 1965 e 1975 e que desempenhavam essencialmente funções de patrulha da enorme Zona Economica Exclusiva portuguesa, que atinge 1,7 milhões de quilometros quadrados (18 vezes o território continental português).

Das dez corvetas apenas metade estão em condições de navegar. As outras foram já retiradas de serviço. Portugal deveria complementar os oito patrulhas de 1800t com cinco patrulhas ligeiros de 600t, garantindo assim alguma capacidade para controlar a ZEE portuguesa.

Os portugueses têm planos para aumentar a área da plataforma continental sob sua jurisdição, o que permitirá passar o total de área controlada por Portugal de 1,7 para 3,87 milhões de quilómetros quadrados, transformando-se assim no 10º país do mundo em termos de Zona Economica Exclusiva.

Problemas financeiros
Portugal atravessa uma situação financeira crítica, dado ter vivido nos últimos anos de pacotes de estimulos criados pelos governos do primeiro ministro José Sócrates, que numa tentativa para evitar uma recessão durante seu governo, aumentou dramáticamente a dívida externa do país, tornando a situação do pagamento de juros da dívida, insustentável.

A redução dramática nas despesas do estado português inevitavelmente atingiu as forças armadas, que estão limitadas a mínimos de operacionalidade. Vários ramos estão a cortar onde podem, e mesmo o pessoal contratado (Portugal tem um exército profissional e não utiliza recrutas, como por exemplo a Grécia), reduzindo o numero de militares disponíveis.

Defesa conjunta com a Espanha

A situação levou mesmo o ministro português da defesa a considerar a possibilidade de os portugueses estudarem algum tipo de acordo com a Espanha no sentido de organizar de forma comum operações de defesa.
Esta solução que já é utilizada por alguns países europeus, como por exemplo Bélgica e Holanda, depara-se porém com o eterno problema da enorme diferença entre os dois países, quando a cooperação entre estados deve ser feita de forma equitativa e não proporcional.

Dúvidas sobre capacidade para controlar a ZEE

Neste momento não é previsível que Portugal tenha no futuro capacidade para controlar a sua enorme Zona Economia Exclusiva, caso o nível de cortes continue.

Os restantes NPO cancelados e os patrulhas costeiros igualmente fora dos planos, deixam apenas algumas corvetas disponíveis já que os pequenos patrulhas da classe Cacine, estão todos fora de serviço e inoperacionais.

Dentro da marinha portuguesa há quem acredite que os cortes eram inevitáveis e que eram esperados, tendo esperança que dentro de alguns anos a situação se altere especialmente para a marinha, o mais estratégico de todos os ramos das forças armadas.

Além do projeto dos navios de patrulha de alto-mar e dos patrulhas costeiros, a marinha portuguesa precisa urgentemente de um navio de reabastecimento e de um navio de apoio logístico do tipo LPD.


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