Marinha


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China coloca porta-aviões ao serviço
Crises fronteiriças apressaram decisão
25.09.2012


O porta-aviões chinês Liaoning (anteriormente designado Hsi Lang de forma não oficial) entrou oficialmente ao serviço da marinha do exército popular de libertação (designação oficial da marinha chinesa).

A entrada ao serviço decorre numa altura de tensao entre a China e o Japão, por causa da posse das ilhas (ou rochedos) de Senkaku, que são controlados pelo Japão desde o século XIX mas que a China considera como sendo território chinês, utilizado pelos seus pescadores desde há séculos.

Estas crises e a necessidade da China de demonstrar mesmo perante a sua própria opinião pública que está a fazer tudo para se reforçar perante o Japão, poderão justificar uma entrada ao serviço do porta-aviões quando a China nem sequer possui aviões para utilizar no navio.

O Liaoning não possui qualquer aviação de asa fixa, embora a China não esconda os seus planos para futuramente equipar o navio com essa capacidade.
Em principio, caças derivados da série «Flanker» que a china fabrica em Shenyang sob a designação J-11 (J-15 na versão naval que estará em desenvolvimento) poderão vir a fazer parte do complemento do navio.

Para já a China utilizará a plataforma para testes e eventualmente como arma de pressão política.
Além de aeronaves, o Liaoning transportará helicópteros, mas também está equipado com os seus próprios sistemas defensivos, armado portanto com mísseis anti-aéreos de curto e médio alcance.

Embora aparentemente possa estar equipado como navio almirante, com um centro de comando e controlo, sem aviões ele não pode garantir a proteção aérea aos navios que o venham a escoltar (como acontece por exemplo com os porta-aviões norte-americanos).

Também existem algumas dúvidas sobre a situação em que se encontra o sistema motriz do navio. Sabe-se que apenas três das quatro turbinas estavam no navio quando este foi vendido pela Ucrânia.
As caldeiras do Liaoning são do mesmo tipo que equipa outros navios de guerra de origem russa, como o porta-aviões Vikramaditya, que recentemente sofreu problemas com as suas caldeiras durante testes de aceitação.

Detalhe da ponte do navio
As autoridades chinesas afirmam que o navio servirá para treino e pesquisa, no entanto a frase tem um duplo sentido, já que a pesquisa a que os chineses se referem é pesquisa na área dos sistemas de armas, equipamentos e muito importante, criação de doutrinas e táticas para utilização de porta-aviões.

Falta de catapultas

O Liaoning, terá o seu principal calcanhar de Aquiles, quando comparado com porta-aviões modernos como os norte-americanos ou como o francês, na sua incapacidade em utilizar catapultas para projetar os aviões.
Na verdade, quando houver aviões disponíveis, ele poderá lançar os seus aviões, mas a falta de uma catapulta para os lançar, implica alterações muito importantes ao nível da gestão de espaço na coberta, o que reduz o número de aeronaves que podem ser lançadas para atacar um potêncial inimigo.
Este quesito mostrou ser da maior importância durante a II guerra mundial, altura em que o domínio do porta-aviões foi estabelecido.

Países como a India, que mantem uma corrida aos armamentos com a China que é dificil de disfarçar para lá das declarações de circunstâncias, ainda recentemente anunciou que os seus futuros porta-aviões passariam a contar com catapultas.

Também a Grã Bretanha, que tem dois porta-aviões em construção, mudou de ideias quanto aos porta-aviões sem catapultas, mas os custos de conversão são de tal forma elevados que a ideia foi arquivada.

A França é o único país (além dos Estados Unidos) a possuir um navio porta-aviões moderno dotado de catapultas, que conseguem colocar no ar mais aviões de ataque que o porta-aviões Liaoning.
O Brasil também possui um navio com essas capacidades, mas desde que foi comprado há mais de dez anos, o São Paulo, antigo Foch da marinha francesa, nunca esteve ao serviço durante muito tempo, voltando ao estaleiro para reparar contínuas avarias. O programa brasileiro também tem sofrido alterações por causa da falta de aeronaves adequadas para operar a partir do São Paulo.

Os restantes países que possuem porta-aviões nas suas esquadras (Itália, Espanha e Tailandia [1]) utilizam aeronaves de descolagem vertical e prevêm a utilização dos seus navios para utilizações específicas.




[1] – O navio tailandês é uma versão reduzida do navio espanhol Principe de Asturias. Em meados de 2012 foi anunciado que a marinha da Espanha estuda retirar o Principe de Asturias de serviço para reduzir despesas.


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