Marinha


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Caça J-15 pousa em porta-aviões chinês
China queima etapas no desenvolvimento de sistemas próprios
25.11.2012


Pelo menos um caça experimental J-15 pousou na sexta-feira no porta-aviões chinês Liaoning, o antigo Varyag construido para a marinha da União Soviética e recuperado pelos chineses antes de se transformar num casino flutuante.

Vários analistas afirmam que o caça que pousou no porta-aviões, poderá ser um caça soviético Su-33 obtido pelos chineses por vias menos legais, através de contatos em países da antiga União Soviética [1].

Sabe-se que a China está a tentar desenvolver uma versão do caça Su-27, adaptado para operar a partir de porta-aviões, mas o desenvolvimento deste tipo de sistemas é extremamente lento e a China não aparenta estar em condições de desenvolver todos os sistemas em tempo útil, nomeadamente o sistema de trem de aterragem reforçado, que obriga um caça «naval» a ser muito mais resistente que um caça normal, ou o sistema de travagem, destinado a parar os caças quando eles tocam no convés do porta-aviões.

A China tem procurado desenvolver sistemas para operação de aeronaves em porta-aviões e está apostada em desenvolver este tipo de armamento rapidamente.
No entanto especialistas na área afirmam que a China ainda terá que esperar muitos anos até poder dispor de um porta-aviões realmente operacional.

Além de precisar desenvolver sistemas de raiz, a China tem problemas ao nível do pessoal e não dispõe ainda de muitas das especializações que são necessárias para operar um navio do tipo.
Também é no entanto conhecido que os chineses têm tratado de conseguir apoio de países que já operam porta-aviões, como é o caso do Brasil.

Questões estrategicas

Porém, a maior crítica que tem sido feita aos planos chineses para a construção de um porta-aviões, tem a ver com a arma submarina.
Por muitos anos, os chineses viram a esquadra americana como o seu principal inimigo e trataram de desenvolver meios para a combater, desses meios destacam-se os submarinos.

No entanto, com um porta-aviões em testes, a marinha chinesa parece ter colocado numa prioridade secundária, a sua capacidade para defender o Liaoning, no caso de o navio ser enviado para operações militares.

A China não possui neste momento sistemas adequados para evitar a ação dos submarinos americanos, ou mesmo dos submarinos de países vizinhos.
Esta falha de todo o sistema está a levar os analistas a concluir que o Liaoning nunca atingirá um estatuto de navio operacional e que só os futuros porta-aviões que a China prevê construir serão realmente o núcleo da futura força de porta-aviões da China.



[1] - Em 2009 as negociações entre a Russia e a China para a aquisição do caça Su-33 foram interrompidas. Entre as queixas dos russos, estavam o reduzido número de aeronaves que a China pretendia comprar e a tradição chinesa de copiar os modelos chineses, que no caso do Su-33 aparecia como evidente.

Posteriormente soube-se que os chineses compraram um caça Su-33 à Ucrânia e que o utilizaram como base para desenhar a sua própria versão, conhecida como J-15.


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