Marinha


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Porta-aviões Enterprise retirado de serviço
Novo Enterprise será lançado dentro de seis anos
03.12.2012


Após mais de meio século ao serviço da marinha dos Estados Unidos, o porta-aviões nuclear «Enterprise» foi retirado de serviço, numa cerimonia realizada no primeiro dia de Dezembro de 2012.

O inicio da construção do Enterprise ocorreu em 1958. O navio foi lançado à água em 24 de Setembro de 1960 e foi entregue à marinha dos Estados Unidos em 25 de Novembro de 1961. Com um deslocamento na ordem das 90,000t o Enterprise foi na prática uma versão modificada e aumentada dos porta-aviões da classe «Forrestal» de 81,000t que utilizavam caldeiras a óleo para alimentar as turbinas. Tal como o Forrestal, a aeronave estava configurada para transportar dois esquadrões de caças F-8 Crusader e F-4 «Phantom», um esquadrão equipado com o A-4 «Skyhawk» de ataque, além de outras aeronaves adicionais, para luta anti-submarina e aviso aéreo.

O navio, apodado de «Big E» ou «grande E», designação que o seu antecessor da II guerra mundial também tinha, transformou-se desde logo no mais imponente símbolo do poder naval norte-americano.

O Enterprise foi o primeiro porta-aviões do mundo movido a energia nuclear e o segundo navio de guerra a utilizar aquele tipo de energia. Ele dispunha de oito reactores atómicos que aqueciam a água que alimentava quatro turbinas acopladas, a vapor. Tinha capacidade para transportar entre 60 e 90 aeronaves, conforme as necessidades.

A sua primeira grande missão internacional, teve lugar menos de um ano depois de entrar ao serviço, quando a administração norte-americana decidiu implementar um bloqueio à ilha de Cuba, para impedir a continuação do fornecimento de armas soviéticas.
O Enterprise foi o maior porta-aviões da força designada para a tarefa de deter os navios soviéticos em Outubro de 1962.

A sua vida operacional de praticamente 52 anos (ao ser retirado de serviço apenas o navio-museu USS Constitution está ao serviço à mais tempo) não decorreu sem incidentes. Em 14 de Janeiro de 1969, quando um foguete que se encontrava próximo a uma aeronave explodiu. A explosão e o incêndio que se seguiu, provocaram a morte de 28 marinheiros e a perda de 15 aviões.
O navio esteve presente em várias operações importantes, entre as quais a operação «Iraqi Freedom» de invasão do Iraque, em que o caça F-14 se despediu do serviço ativo.

Apenas um navio da classe foi construido, dado os custos de construção terem ultrapassado o previsto, principalmente por causa do sistema motriz com oito reatores, que tornou o Enterprise no mais caro porta-aviões da história até àquele momento. Posteriormente foi lançada a classe Nimitz de super porta-aviões, ainda maiores que o Enterprise, e que foram lançados quase nove anos depois, com a incorporação de modificações e alterações resultado da operação do Enterprise nos anos anteriores e que se distinguem especialmente por possuírem apenas dois reatores em vez de oito. Os custos no entanto mantiveram-se muito altos, obrigando a marinha norte-americana a reduzir o número de navios em operação e a estender o seu período de vida operacional.

O navio foi sujeito a uma modificação / reconstrução entre 1993 e 1996 que permitia a sua utilização pelo menos ate 2015. No entanto, cortes no orçamento de defesa dos Estados Unidos forçaram a marinha daquele país a retirar o navio de serviço até ao fim de 2012.

Na fase final de utilização, depois de ter sido equipado com F-8 «Crusader», A-4 «Phantom» e F-14 «Tomcat» ou A-6 «Intruder» o navio estava equipado com caças F/A-18E «Super Hornet», aviões S-3A «Viking» e E-2A «Hawkeye».

Outro Enterprise anunciado

Durante a cerimonia de retirada de serviço, o Secretário da Marinha norte-americana Ray Mabus informou num discurso, que o nome «USS Enterprise» será atribuido novamente a um porta-aviões, no caso ao CVN-80, o terceiro navio da nova classe «Geral Ford» de super porta-aviões, que deverá entrar ao serviço em 2025.

O Enterprise, que é retirado de serviço mas não está ainda retirado da lista de navios da marinha, continuará formalmente na reserva até ser abatido ao efetivo da marinha, o que deverá acontecer apenas em 2015, altura em que todo o combustível terá sido retirado do navio. Posteriormente, o casco deverá ser transportado para a costa-oeste através do Canal do Panamá, até Seattle, onde será desmantelado.


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