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Chefes militares reafirmam obediência
Reformas terão apoio das estruturas de topo
26.02.2013


Um declaração dos Chefes de Estado-Maior das forças armadas portuguesas veio nesta terça-feira reafirmar e assumir a total lealdade das estruturas militares para com o governo português e as reformas e cortes que deverão incluir as estruturas militares. A intervenção estrangeira em Portugal, ocorreu na sequência da da Falência do Estado Português, com o objetivo de evitar a bancarrota e o colapso de todo o sistema financeiro do país, que poderia ter consequências graves a nível europeu.

Os cortes previstos nas estruturas das forças armadas têm sido muito criticados e as declarações vêm na sequência de várias demonstrações de desagrado por parte de militares na reserva e também pelas associações militares.
Segundo muitos oficiais, as forças armadas portuguesas não poderão aguentar cortes adicionais, os quais poderão colocar em causa a sua operacionalidade.

No entanto analistas que acompanham a evolução da real capacidade militar portuguesa afirmam que há bastante tempo que as efetivas capacidades militares das forças armadas portuguesas deixaram de ter capacidade para operar como uma força coesa e com capacidade militar.

A força aérea portuguesa é o ramo que mais facilmente parece adaptar-se às novas necessidades, mas ainda assim não sem dificuldades. A força conta com helicópteros modernos e aviões de transporte igualmente modernos, contando ainda com uma mão cheia de caças F-16 modernizados. A força aérea portuguesa, criada na sequência da II guerra mundial, nunca entrou num combate aéreo em toda a sua história e tem sido essencialmente um serviço de transporte.

O exército não tem capacidade para desenvolver operações militares para lá do escalão de batalhão. A força conta com menos de 40 carros de combate modernos, cuja manutenção mostrou ser muito mais cara que o que havia sido previsto pelos militares e não conseguiu incorporar as novas viaturas blindadas Pandur II.
Os Pandur que entraram ao serviço são na sua maioria na versão base, armadas com uma metralhadora 12,7mm de um modelo desenvolvido durante a primeira guerra mundial.
As versões mais sofisticadas não foram entregues, foram suspensas ou pura e simplesmente nem chegaram a ser pedidas, como foi o caso da viatura de apoio de fogo equipada com uma peça de 105mm.

A marinha portuguesa conta com cinco navios de guerra. Duas fragatas adquiridas recentemente em segunda mão e três fragatas do tipo Meko-200 que já têm 20 anos. São navios com alguma capacidade militar mas que estão a ficar rapidamente obsoletas e a ter cada vez mais dificuldades de integração com forças da NATO.
O equipamento mais sofisticado da força são os dois submarinos do tipo U214 adquiridos a estaleiros alemães. A aquisição continua mergulhada em dúvidas, que estão aparentemente relacionadas com guerras entre partidos e com guerrilhas internas ainda resultado das questiúnculas do tempo da decisão da compra, que decorreram do inesperado cancelamento da aquisição do submarino francês Scorpene (que tinha sido escolhido pelo Partido Socialista) e da escolha em situação vista como contratualmente irregular dos submarinos alemães U214, que inclusive precisaram receber uma nova designação (U209PN) que foi favorecido pelo governo PSD / PP.

As missões de patrulha das águas territoriais e da ZEE são levadas a cabo por velhas corvetas completamente inadequadas para a função. Apenas um dos navios de patrulha da classe Viana do Castelo chegou a entrar ao serviço, o outro está parado e os restantes navios, onde se contavam dois navios para o combate à poluição foram cancelados.

A redução do número de efetivos é um problema com que a força se debate há bastante tempo e que para o qual não se prevê uma solução a curto prazo. Teme-se que a redução dos efetivos a bordo dos navios existentes, possa por em causa a operacionalidade dos mesmos.

A tradicional necessidade portuguesa de demonstrar capacidade para controlar a sua extensa Zona Economica Exclusiva perante o seu poderoso vizinho, a Espanha, é no entanto compensada com os problemas da economia espanhola, que resultou numa redução da capacidade naval daquele país e que forçaram por exemplo a marinha espanhola a enviar para a sucata antes do tempo o porta-aviões Principe de Asturias.

Críticas e dúvidas

A real capacidade das forças armadas portuguesas continua a ser alvo de dúvidas, numa altura em que uma percentagem cada vez maior da população questiona se as forças armadas portuguesas terão realmente qualquer utilidade prática, já que as missões de representação internacional em forças de paz, podem ser desempenhadas por militares da GNR (Guarda Nacional Republicana), uma força de características policiais.


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