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Submarino espanhol não pode emergir
Projeto S-80 encalha em novos problemas
28.05.2013


Na semana passada, o projeto de submarino espanhol S-80, começou a enfrentar mais uma crise na sua história já bastante atribulada desde o inicio do projeto de desenvolvimento.

Segundo dados revelados recentemente, o S-80, uma derivação espanhola do submarino francês Scorpene, foi concebido de tal forma, que ele já nasceu submerso.
Ou seja, se o S-80 submergir, a quantidade de ar que pode ser colocada nos tanques de lastro, não é suficiente para fazer o submarino voltar à superfície.

O problema foi detetado pelos estaleiros, que confirmaram a existência desta deficiência, que resulta de um erro no cálculo do peso do navio, e da relação deste com a dimensão dos tanques de lastro, que devem ser cheios de ar para permitir ao submarino emergir.

Críticas

O projeto S-80 que prevê a construção de quatro submarinos para substituir os navios da classe Agosta presentemente ao serviço, já passou por muito dissabores, aos quais não é estranho o quebrar de relações entre a espanhola Navantia e a francesa DCN, com a qual a empresa espanhola produz o Scorpene em conjunto.

As duas empresas entraram em rota de colisão hjá anos atrás, com os espanhóis alegando que o seu S-80 era um submarino completamente novo e que não precisavam por isso pagar nada aos franceses. Para piorar a situação, a Espanha decidiu não incluir nos seus navios o sistema francês de propulsão independente do ar AIP, conhecido como MESMA. A Espanha optou por um sistema de células de combustível, mas esse sistema não estava sequer desenhado e isso atrasou o processo.

Empresas americana foram chamadas para assistir os espanhóis na tentativa de desenvolver o sistema de células de combustível [1] mas mesmo assim os atrasos, naturais no desenvolvimento de novas tecnologias, continuaram.
Já a industria francesa DCN, considerou que os espanhóis estavam utilizando tecnologia e projetos franceses sem autorização, a coisa azedou e daí até ao rompimento de relações foi um passo.

A França apresentou o seu próprio projeto de submarino livre da ligação com os espanhóis, que é conhecido como Marlin. Esse submarino segundo tudo indica terá muito em comum com o projeto de submarino nuclear que será desenvolvido pelo Brasil.

Modificação custosa

Sabendo-se que o navio tem este tipo de problema, a única solução para fazer com que ele possa voltar a flutuar, é aumentar a dimensão dos tanques de lastro, onde fica a água que faz o submarino submergir e de onde a água é expulsa por ar comprimido para voltar a emergir.
Mas para aumentar o tamanho dos tanques de lastro, o navio tem que ser todo ele aumentado.

A imprensa refere valores de 7,5 milhões de Euros por cada metro, mas os cálculos não podem ser feitos ao metro. A simples substituição de baterias num submarino (algo que em alguns casos passa por literalmente cortar o navio em dois) só por si tem custos elevadíssimos.
Estimativas realistas permitem determinar que serão precisos entre 50 e 100 milhões de Euros, para reprojetar o navio e voltar a fazer todos os milhões de calculos necessários para garantir a sua flutuabilidade a acima de tudo a sua estabilidade. Além disso, os atrasos no programa são inevitáveis, estimando-se agora a entrega dos navios para 2018.

Submarino espanhol da classe Agosta: Modernização de urgência permitirá manter pelo menos um submarino ao serviço
Programa de emergência

No dia 24 de Março de 2012, o parlamento espanhol autorizou um programa adicional de modernização do submarino S-74 Tramontana, que não estava previsto. Esta medida destina-se a evitar que a Espanha fique praticamente sem arma submarina entre 2017 e 2018, quando o único submarino ao serviço estivesse indisponível.


[1] – O sistema que a Espanha desenvolve com o apoio de tecnologia americana, é equivalente ao sistema AIP dos submarinos da classe U212 e U214, mas ao contrário destes, o hidrogénio é produzido dentro do próprio submarino, conforme é necessário. Isto evita a necessidade de transportar grandes quantidades de hidrogénio e facilita tremendamente o reabastecimento, já que encher os depósitos de submarinos movidos a hidrogénio implica a existência de instalações especificamente preparadas para o efeito.


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