Marinha


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Programa nuclear naval russo sofre revés
Misseis Bulava voltam a enfrentar problemas
07.09.2013


Desde 27 de Setembro de 2005 que a Rússia começou a testar uma versão naval do míssil Topol, lançada a partir de submarinos. Este sistema de armas é o mais sofisticado de que a Rússia dispõe em termos de armamentos estratégicos e por se tratar de uma arma relativamente moderna foi escolhida para equipar os quatro novos submarinos nucleares de mísseis intercontinentais da classe Borei [1].

No entanto, o desenvolvimento do programa tem sido alvo de contínuos problemas com avarias que resultaram em praticamente metade dos lançamentos abortados ou sem sucesso.
Quando no inicio de Janeiro de 2013 o Yuri Goldorukiy, o primeiro navio da classe Borei foi declarado operacional, tudo dava a entender que tinham sido resolvidos os problemas com o seu principal componente estratégico, o míssil balístico SS-N-30 conhecido como Bulava.
Já em 2011, o míssil foi lançado a partir do Yuri Goldorukiy.

Novos problemas

No entanto, a imprensa russa divulgou neste sábado informações que alteram tudo o que até aqui tinha sido divulgado pelas autoridades russas.
Sabe-se que um lançamento efetuado nesse dia, também fracassou, mas mais grave que isso são as declarações do ministro russo da defesa Sergei Shoigu, que ordenou a suspensão de todos os cinco testes que já estavam programados.
Foi igualmente dada ordem para suspender testes nos submarinos Alexandr Nevsky e Vladimir Monomakh, que são respectivamente o segundo e terceiro navios do tipo Borei. O ministro ordenou também a criação de uma comissão de inquérito para apresentar um relatório sobre as ocorrências.

As dúvidas aumentam, quando se sabe que a informação dada oficialmente poderá não corresponder à realidade. O número de lançamentos com problemas poderá ter atingido 15 ou 16, que normalmente poderiam ser considerados apenas lançamentos parcialmente conseguidos.

Os problemas com o míssil Bulava representam mais uma dor de cabeça para a marinha russa, que tem sido vítima de continuados problemas e atrasos com o desenvolvimento e reparação dos seus navios. Sabe-se que no inicio do ano, o ministro russo da defesa negou que o submarino Alexandr Nevsky já pudesse testar o míssil Bulava, embora alguma imprensa russa tivesse afirmado o contrário. Estas afirmações levaram a especulações sobre o verdadeiro estado do projeto.

Também há dados que apontam para problemas com os sistemas de mísseis, que seriam provocados por problemas de projeto que nunca foram resolvidos.

Os submarinos da classe Borei foram especificamente desenhados para acomodar os mísseis Bulava (e vice-versa) pelo que continuar o processo de incorporação dos navios sem se saber o que se passa realmente com os mísseis é deitar dinheiro fora, segundo afirmam analistas na Rússia.

No entanto, e embora o programa esteja outra vez suspenso todos os analistas são unânimes em afirmar que a Rússia não pode pura e simplesmente optar por um plano B.
O sistema Bulava e os submarinos Borei foram desenhados para operar um com o outro e não existem planos alternativos.

A utilização do míssil Sineva, mais antigo e modernizado, é vista como possível, mas extremamente cara, já que implicaria modificações muito grandes nos submarinos.


[1] – Aos quatro iniciados, juntam-se mais dois previstos


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