Força Aérea


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India descontente com negociações do PAK-FA
Problemas com projeto travam processo
08.10.2013


O projeto de construção da versão indiana do caça Stealth Sukhoi T-50 (projeto conhecido na Rússia como PAK-FA) aparenta estar a enfrentar problemas, com russos e indianos incapazes de chegar a um acordo.

Ainda que em Junho tenha sido dada por terminada a fase preliminar que deveria determinar as características do modelo indiano do T-50, a partir daí, os russos não apresentaram nenhuma proposta quanto à participação indiana no projeto, para lá do pagamento e todo o projeto parece estar num limbo.
O principal problema parece estar na dificuldade em chegar a um acordo sobre a que tecnologias os indianos terão acesso. Segundo fontes da imprensa indiana, os militares e politicos deste país, querem que a India seja um participante no projeto e que possa adquirir novas tecnologias, enquanto que na aparência os russos vêm na India apenas um parceiro financeiro, que contribuirá com metade do dinheiro e ficará com metade dos lucros com o projeto, recebendo ao mesmo tempo um numero elevado de aeronaves, que tornarão o projeto viável.

Segundo a imprensa indiana, os responsáveis do governo de Nova Delhi terão posto um travão no desenvolvimento do processo, cancelando a entrada de dinheiro até que a situação fique clarificada, porque aparentemente existem razões para acreditar que os russos não têm qualquer intenção de divulgar detalhes sobre motores ou sistemas de armas. Já a India não aceita ser apenas um contribuinte para o projeto.

A India também já foi clara sobre a questão da venda da aeronave a outros países. O governo indiano não quere que o avião possa ser vendido à China ou ao Paquistão, países que vê como potênciais adversários.
Por seu lado a Rússia não quer aceitar qualquer intervenção indiana na questão da comercialização das aeronaves, pretendendo vender as aeronaves para qualquer interessado, pagando a parte correspondente dos lucros aos indianos.


Problemas atrasam projeto.

Os problemas que se têm acumulado podem estar relacionados com os atrasos no desenvolvimento do projeto do Sukhoi T-50. Os problemas continuam a somar-se e os atrasos têm sido dissimulados com anúncios de novas encomendas, novos projetos e novos sistemas, que não se têm materializado.

Entre os problemas enfrentados, encontra-se o teoricamente revolucionário radar NIIP-N050. Os atrasos no desenvolvimento foram-se sucedendo, embora tenham surgido notícias de que o protótipo estava em estagio avançado de desenvolvimento.
Sabe-se agora que foi efetivamente desenvolvido um protótipo, mas que a produção em série desse modelo se torna inviável nas atuais circunstâncias. O N050 desenvolvido, é um protótipo montado literalmente à mão e não há como produzir todos os seus componentes sem desenvolver novas instalações industriais, sem as quais a produção do radar não poderá atingir os números previstos.

Outro problema reside no motor. O modelo AL-41, que deveria ser o primeiro motor russo da história da aviação a garantir o mesmo número de horas de funcionamento entre falhas dos motores dos países da NATO [1], e que seria produzido segundo padrões equivalentes aos dos aviões dos países ocidentais, continua na fase de desenvolvimento e está irremediavelmente atrasado.
Em 2014, os caças PAK-FA que vão voar para mostrar as suas capacidades aos militares russos, utilizarão o AL-31, que é o mesmo motor do caça Su-27 e suas derivações.
Se é verdade que o AL-31 também é um motor potente e capaz, ele não permite ao T-50 atingir os padrões que inicialmente deveriam ser atingidos, com repercussões graves ao nível da disponibilidade de aeronaves, dado o motor ser complicado de manter operacional.

Sendo um modelo altamente baseado no caça Su-27, o T-50 possui uma estrutura aerodinâmica de alto rendimento, pensada para permitir uma grande manobrabilidade, algo que é característicos de todos os aviões da família «Flanker». No entanto, já surgiram fissuras imprevistas nos protótipos, o que indica que as ligas utilizadas podem apresentar problemas que vão atrasar a entrada em produção em série.

Estes problemas, resultam não só em atrasos, mas acima de custo numa espiral de custos que os responsáveis russos não têm sido capazes de evitar.
Vários protótipos têm que passar uma fase de testes durante 2014 e 2015, para que seja possível confirmar a encomenda de 70 exemplares em 2016, para que sejam entregues até 2020 / 2022.

A Rússia espera que o preço de cada T-50 fique abaixo dos 80 milhões de Euros, mas analistas mesmo na Rússia são unanimes em afirmar que para o T-50 ser vendido com tecnologias de última geração, algumas delas ainda em desenvolvimento pela industria russa, o preço poderá chegar até ao triplo disso.

Ainda assim o T-50 seria mais barato que o F-22 americano [2], e mesmo mais barato que o F-35, que a industria americana inicialmente apresentou como substituto do caça F-16, mas cujo custo atingiu uma espiral que também ameaça o próprio projeto.



[1] – O AL-41 deverá ter uma vida útil de 4,000 horas, o que é mais que o valor estabelecido para o AL-31, que é de 3,000 horas.
No entanto estes números são contestados, pois há quem afirme que o AL-31 precisa de uma revisão radical após as 1,000 horas, sem a qual a sua esperança de vida não atinge as 2,000 horas.
[2] – A comparação é algo forçada, já que os próprios responsáveis russos afirmaram que o T-50 nunca seria tão «stealth» quanto o F-22


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