Conflitos internacionais


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Renovada tensão entre China e Japão
Zona de proteção aérea gera mais conflitos
24.11.2013


As autoridades chinesas anunciaram nesta Sexta-feira a instauração de uma área de controlo aéreo e aviso antecipado, que abre uma via legal do ponto de vista chinês, para o envio de aeronaves de combate para essa região.

O problema, é que a região que os chineses agora reclamam para a sua soberania e auto-defesa, inclui dentro do seu perímetro ilhas e ilhéus que são considerados território nacional pelos japoneses, as ilhas que os japoneses conhecem como Senkaku.

A China, que reclama aquelas ilhas como suas, tem desenvolvido esforços para exigir a sua entrega, mas os japoneses demonstraram documentalmente que possuem direitos àquelas ilhas que são muito anteriores à reclamação chinesa.

Navios de pesca chineses foram já apresados nas proximidades das ilhas de Senkaku [1] pelas autoridades japonesas, levando a um aumento das tensões entre a China e o Japão.
Os japoneses já fizeram saber que nem sequer admitem discutir a questão da soberania sobre as ilhas, que eram propriedade privada de um cidadão japonês mas que foram adquiridas pelo estado japonês, levando ao agudizar da tensão com a China.

Há alguns meses notícias vindas a público davam conta de que o Japão teria abatido uma aeronave não tripulada de origem japonesa. Posteriormente os chineses avisaram que qualquer ataque contra um avião chinês seria considerado um ato de guerra.

Ao criar uma zona de defesa aérea antecipada que poderá ser sobrevoada por aviões de guerra chineses, a China está a afirmar que pode enviar aeronaves de combate que poderão sobrevoar território que os japoneses consideram como seu, levando a uma inevitável resposta japonesa.

Avisos americanos

A administração americana foi rápida em criticar a nova delimitação chinesa, por considerar que ela poderia levar a erros de cálculo, interpretações erradas e em última análise a confrontos indesejáveis na região.
O secretário de estado norte-americano John Kerry afirmou também neste sábado 23, que a decisão chinesa constitui uma tentativa de alterar o Status Quo no mar da China Oriental, que criará um risco elevado de incidentes.

As ilhas Senkaku encontram-se a apenas 20 minutos de voo das ilhas japonesas de Okinawa, onde se encontram bases americanas, e onde os japoneses podem colocar aeronaves de combate.

Nacionalismos à flor da pele

A questão das ilhas transformou-se numa questão de orgulho patriotico tanto para a China como para o Japão. A China considera que tem direitos àquelas águas porque os seus pescadores as utilizam há séculos e os japoneses consideram que as ilhas são suas por direito de posse desde há séculos.

As pretensões chinesas, que reclamam para o controlo do governo de Pequim grandes porções de água do mar da China e do mar do Sul da China, enfrentam o direito internacional, que considera a posse da terra para a partir daí determinar a posse e o direito efectivo sobre as águas continguas.
A linha tracejada mostra a nova zona de sobrevoo chinesa


Por esta razão a China tem pretensões sobre águas que estão extremamente afastadas das suas costas e que estão praticamente dentro das águas territoriais de países como as Filipinas e o Vietname.

Por esta razão o governo chinês tem relutância em levar a questão perante um tribunal internacional, que considerando as regras normalmente aceites, dificilmente daria ganho de causa à China.

As pretensões chinesas levaram o regime chinês a entrar em conflito com quase todos os países vizinhos. Esta posição de força é vista como uma jogada demasiado perigosa por parte do governo da China, a qual poderá ter consequências catastróficas.
O governo chinês, segundo observadores internacionais, colocou-se numa posição insustentável, da qual não pode sair ou recuar sem «perder a cara»[2], um risco que o governo comunista não pode correr, sem por em causa a sua própria legitimidade.

Embora a economia chinesa continua a crescer a níveis invejáveis para o ocidente, ela está claramente a desacelerar nos últimos anos. Teme-se que problemas económicos na China possam levar a levantamentos internos contra o regime, os quais teriam uma gravidade muito maior, caso o próprio regime fosse posto em causa por um desaire internacional.




[1] – Os chineses chamam as ilhas de Diaoyu
[2] – Perder a cara, significa ter que recuar de uma posição que se defendeu por questões de honra e de palavra. Ao recuar, perde-se a honra, algo que é considerado absolutamente importante em várias culturas orientais.


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