Exército


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Mais tanques pesados para a Polónia
Núcleo de carros pesados, quase que duplica
21.12.2013


À medida que a Rússia aumenta a sua pressão sobre alguns países da antiga União Soviética e assume posições mais agressivas, alguns dos seus antigos satélites respondem com aumentos significativos na sua capacidade militar.

De todos os países da antiga Europa de Leste, não contando com a RDA, absorvida pela Alemanha Federal, o mais poderoso é sem dúvida a Polónia. Com uma população de 38,3 milhões a Polónia é o quinto mais populoso país da União Europeia e possui uma das forças militares mais poderosas.

País da NATO, a Polónia está também numa posição complexa, resultado da sua fronteira com o enclave russo de Kaliningrad, antiga cidade capital da Prussia Oriental, conhecida até à II guerra mundial como Koenigsberg.

A Rússia tem utilizado o enclave como forma de pressionar alguns dos seus vizinhos e condicionar as suas atitudes, mesmo entre os países da Aliança Atlântica. São comuns as pressões sobre os Estados Bálticos, com os quais a Rússia faz fronteira.

Reforço do exército polaco

Depois do fim do bloco de leste, a Polónia transformou-se num dos mais importantes países da NATO do ponto de vista militar e as forças armadas da Polónia têm sido apoiadas pelos Estados Unidos e especialmente pela Alemanha, que tem cedido aos polacos grande quantidade de material militar a preços simbólicos.

Além desse material militar, a Polónia, que também tem uma industria militar própria, tem colocado encomendas para novos sistemas de armas, nomeadamente as viaturas da finlandesa PATRIA, fabricadas no país, estando igualmente em desenvolvimento um carro de combate de concepção polaca.

Os polacos também têm vindo a modernizar o seu parque de viaturas blindadas, que ainda conta com várias centenas de carros de combate do tipo T-72, alguns deles de fabrico local, que começam a ser retirados a partir de 2014. A ideia inicialmente era a de manter uma força de 128 carros pesados Leopard-2, que seriam complementados pelos carros médios de conceção local.

No entanto a Polónia decidiu no final de 2013, quase que duplicar o número de carros de combate pesados Leopard-2 ao serviço, com a aquisição de um novo lote de viaturas em segunda-mão compradas à Alemanha. Ao contrário dos antigos carros Leopard, agora o negócio ascende a 180 milhões de Euros, mas mesmo assim o valor unitário é relativamente reduzido, principalmente por se tratar essencialmente de carros Laoprd-2A5, mais modernos que os que a Polónia tem ao serviço.

O primeiro lote de carros T-72 a ser retirado já em 2014, será substituido por um novo lote de 105 carros de combate Leopard-2A5, a que se juntam mais 14 Leopard-2A4, idênticos aos 128 que a Polónia já tem ao serviço. Todos os 247 tanques pesados serão convertidos para um padrão uniforme, Leopard-2PL.

Já tinha sido anteriormente notíciado que todos os derivados do T-72 deverão estar fora de serviço entre 2014 e 2020. Os restantes carros de combate serão substituídos por um carro de combate de conceção polaca.
Uma imagem da versão standard e abaixo uma visão de um carro médio para o futuro do exército da Polónia

O novo tanque polaco não será no entanto um carro pesado como o Leopard-2, sendo em vez disso um carro de combate mais próximo do T-72 e do PT-91 «Twardy» , partindo da tecnologia existente e tendo ainda como inspiração viaturas como o Sueco CV-90120.
Entre 400 a 500 carros do tipo deverão ser encomendados. Os novos carros vão substituir a frota de T-72 restantes mas também serão entregues a unidades onde vão substituir a versão polaca do BMP-1.

O exército polaco possuirá assim uma força pesada equipada com cerca de 250 Leopard-2 modernizados, e com meio milhar de carros médios de fabrico local, que poderão utilizar uma peça principal equivalente em calibre, mas com menos potência.


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