Marinha


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Chegando a casa
Porta-aviões indiano chega ao porto de Karwar
08.01.2014


Depois de um longo processo, em que mudaram preços, mudaram características, em que se esgrimiram argumentos entre ameaças de cancelamento da compra e cancelamento do fornecimento, chegou finalmente, a 7 de Janeiro de 2014 ao seu porto-base o «novo» porta-aviões da marinha da India, INS Vikramaditya, o antigo porta-aviões soviético Admiral Gorshkov, o último de uma série de quatro navios que ficaram conhecidos como classe Kiev.

A construção do navio começou há 36 anos atrás em 1978, mas o Gorshkov (que inicialmente se chamava Baku) já se distinguia no projeto por ser mais sofisticado que os seus três antecessores [1].
No entanto, quando foi entregue à marinha soviética, em 1987, o país encontrava-se já em processo de desagregação. Com a falência da União Soviética a marinha da Rússia não tinha dinheiro para manter o navio e por isso ele foi retirado de serviço em 1996, após uma série de problemas técnicos que começaram a elevar o custo anual de manutenção do porta-aviões.
A marinha russa decidira reservar os recursos disponíveis para o porta-aviões Admiral Kuznetsov, de maiores dimensões e que não utilizava os igualmente caros de manter caças de descolagem vertical.

O navio foi então colocado à venda, mas não apareceram interessados.
Essencialmente tratava-se do que os russos chamavam de cruzador porta-aviões. Um navio com uma pista de pouso, e com grande parte da coberta destinada ao transporte de mísseis.
O número de marinhas que tinham utilidade para um navio com estas características e dinheiro para o manter, era nulo.

No entanto, a India, que já operava caças de descolagem vertical a bordo do seu porta-aviões, mostrou interesse na aquisição do navio, dada a aproximação da vida útil do velho Vikrant, veterano da guerra das Malvinas.

Adicionalmente, um grande plano de modernização foi elaborado, e um programa financeiro arquitetado de maneira a que os russos oferecessem o porta-aviões à India, em troca da encomenda do processo de modernização.

Esse processo foi radical e alterou algumas características básicas do navio. A mais distintiva modificação consiste na conversão da proa do navio, que passa a ser utilizada como pista, em vez de plataforma para o lançamento de mísseis.

Esta modificação vem dar ao navio capacidades muito diferente, permitindo a utilização de caças MiG-29K especialmente adaptados para operações navais. Estas aeronaves são muito mais eficazes que caças de descolagem vertical Harrier ou Yak (utilizados no tempo da URSS).

Garantia de navegação no Indico

A India considera a necessidade de possuir dois grupos navais, cada um deles com um porta-aviões. Um com base em Karwar [2] e o outro baseado em Visakhapatnam na costa leste do sub continente indiano. A principal base indiana continua a ser a base de Bombaim (Mumbai).

Com este dispositivo os indianos pretendem garantir a liberdade de navegação no oceano índico, da qual a economia indiana depende.
A utilização de porta-aviões e de poderosos meios anti-submarinos pretende reduzir ou se possível anular a capacidade naval do Paquistão, que em conflitos anteriores já provocou problemas aos navios indianos.

Para lá do Índico

No entanto, o crescimento da marinha da India não é fonte de preocupação apenas para os paquistaneses. Neste momento, acredita-se que o principal adversário potêncial da India já não é o Paquistão mas sim a China, que por seu lado tambem tem vindo a aumentar a capacidade da sua marinha, incorporando recentemente um porta-aviões também de construção soviética, que os chineses compraram como sucata.

A China também depende da liberdade das rotas marítimas para garantir a importação de combustível e a exportação de produtos manufacturados de cuja venda a economia chinesa é absolutamente dependente.

Por seu lado a India tem desenvolvido projetos de exploração marítima no mar do Sul da China em cooperação com o Vietname, em águas que os chineses consideram como suas.

Os indianos já deram a entender que vão proteger os seus investimentos na prospeção de petróleo e gás natural na região e que poderão apoiar o Vietname na defesa da sua Zona Económica Exclusiva.




[1] – Dois deles foram convertidos em casinos e parques de diversões na China.
[2] – Karwar fica a 100 quilómetros a sul de Nova Goa e a base naval construida em 2005 utiliza a ilha de Angediva, onde se encontrava uma guarnição portuguesa aquando da invasão da India Portuguesa.


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