Geoestratégia


Translation to English not responsability of areamilitar.net.
Service is supplied as is and correct interpretation is not guaranteed.
Suécia e Finlandia mais próximos da NATO
Adesão pode ser consequência da invasão da Ucrânia
14.03.2014


Depois que Vladimir Putin chegou ao poder na Rússia e o país começou a comportar-se de forma agressiva para com os seus vizinhos, a desconfiança por parte dos países que têm fronteiras com o antigo império dos Czares aumentou exponencialmente.
Esta visão agressiva da geopolítica na Europa de leste, empurrou rapidamente países como a Romenia, a Bulgária e os estados Bálticos para dentro da NATO e da União Europeia.

No entanto, o status quo manteve-se no Báltico, onde a Finlandia e a Suécia se mantiveram países neutros.
A Finlandia tem um historial de conflitos com a Rússia. O país foi controlado pelos russos no periodo dos Czares, como Principado obediente ao Czar russo entre 1809 e 1917. Em 1939 a Rússia voltou a invadir a Finlandia para ocupar territórios e em 1941 os finlandeses aliaram-se à Alemanha para recuperar esses territórios. A URSS ganhou a guerra e a Finlandia manteve a independência política, mas a sua politica externa foi completamente condicionada.
O termo Finlandização começou a ser utilizado para significar um estado que, não estando ocupado, obedecia às ordens de um seu vizinho, ainda que não fosse incorporado ao bloco soviético.

Georgia 2008: A invasão russa, despoletou receios nos países do Báltico
Quando em 2008 a Rússia invadiu a Georgia, a questão da independência política da Finlandia voltou a ser posta em causa. A possibilidade de o país aderir à Aliança Atlântica chegou a ser cogitada, embora os acordos existentes com a Suécia implicassem que para aderir à NATO a Finlandia o fizesse em conjunto com a Suécia.

A adesão à NATO estava também relacionada com a posição dos países bálticos que faziam parte da URSS, dois dos quais têm consideraveis minorias rustsas dentro dos seus territórios.

Depois de 2008 a questão saiu do primeiro plano das preocupações, embora em 2012 voltasse a ser discutida tanto na Finlandia como na Suécia.
A Rússia já disse claramente que não vê com bons olhos a adesão dos dois únicos países do norte da Europa que não fazem parte da NATO. Vladimir Putin afirmou em 2012 que a Finlandia perderia independência política se aderisse à NATO. Ao mesmo tempo, em discussões com o presidente da Finlandia, a Rússia ameaçou com retaliações caso mísseis fossem instalados em território finlandês.

Sistemas de defesa inadequados

A situação continuou relativamente adormecida, até que voltou a tornar-se fonte de debates tanto na Finlandia como na Suécia no final de 2013, à medida que a situação na Ucrânia piorava.

Na Suécia, vários analistas afirmam que as forças armadas do país não estão adequadamente preparadas para a eventualidade de um conflito, mesmo considerando sempre que, ainda que sendo um país neutro, a Suécia em caso de ataque por parte da Rússia contaria sempre com o apoio de países europeus e dos Estados Unidos.

Agora, com a invasão da Ucrânia por parte do exército russo, a tese dos que defendem a adesão à NATO ganha muito mais força, e há quem afirme que antes do fim de 2014 a Suécia será membro da aliança.

Igualmente complexa é a situação da Finlândia, que ao contrário da Suécia tem uma extensa fronteira com a Rússia, já fez parte do império russo e já foi invadida pela Rússia durante o periodo comunista.


Existe um acordo entre a Finlândia e a Suécia de forma a que os dois países estabeleçam negociações para que uma eventual de adesão de um, seja acompanhada pela adesão do outro. De pouco serviria à Finlandia a adesão, sem a Suécia, porque o país ficaria isolado frente à Rússia, mas com a adesão dos dois países, toda a peninsule escandinava e também a Dinamarca passa a pertencer à NATO.

A Rússia, que já avisou que não verá com bons olhos a adesão, terá mais um problema resultante de ser uma potência continental com limitado acesso ao mar. Com a adesão da Suécia, os países da NATO podem encerrar completamente o mar Báltico à nevegação russa em caso de necessidade.


Últimas noticias sobre este tema

Suécia e Finlandia mais próximos da NATO

Sistema anti-míssil operacional

Programa alemão reduz força militar

Americanos dizem que NATO pode tornar-se irrelevante

Itália e França em rota de colisão

NATO preparou plano para defender estados bálticos

NATO discute futuro em Lisboa

Entente Cordiale, para 50 anos

| Forças Armadas de Angola | Exército Brasileiro | Exército Português | Força Aérea Brasileira | Força Aérea Portuguesa | Marinha do Brasil | Marinha Portuguesa | Forças Armadas de Moçambique | Forças Armadas da Guiné-Bissau | Timor - Sociedade | Forças de defesa de Timor | Brasil | Moçambique | Portugal | Listagem de todas as notícias | Listar todos os navios | Listar todas as aeronaves | Listar armas ligeiras | Listar todos os veículos | Listar todos os mísseis | Listar sistemas de artilharia | Artigos de opinião | Médio Oriente | União Europeia | Europa fora a UE | América do Norte | América do Sul e Caribe | África | Índia e Asia Central | Ásia e Oceânia|
  ---