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Uma coisa que anda … e tem rodas
Robots de apoio tático ganham terreno
07.08.2014


Começaram por chamar-lhe «Big Dog», desde 2006 quando começou o seu desenvolvimento nos Estados Unidos. A partir de 2012 foi apresentada uma versão militarizada, para responder aos quesitos do programa LS3 (Legged Squad Support System), ou sistema de suporte de esquadra, sobre pernas (por oposição a «sobre rodas»). Em Julho, o sistema foi testado em condições normais de combate, tendo sido testada a capacidade do sistema para interagir com os militares.

O robot de quatro patas, deverá ter capacidade para transportar 450kg e acompanhar um grupo de nove homens durante 72 horas, em todo o tipo de terreno.

Desde finais da década de 1990 que nos Estados Unidos se pensou na possibilidade de desenvolver um sistema mecânico-robótico de apoio a um pequeno número de homens no terreno. As forças ligeiras de infantaria normalmente têm que mover-se a pé e um dos principais problemas que têm pela frente, é a necessidade de carregar equipamentos cada vez mais pesados.

Os americanos concluíram que estão carregando tanto seus soldados com uma parafernália de equipamentos elétricos e eletrónicos, armamentos e sistemas de comunicações, que os militares antes de serem combatentes, são carregadores.

Este problema tem sido estudado com preocupação, porque é comum as forças americanas defrontarem grupos irregulares, normalmente armados apenas com AK-47, um RPG e pouco mais, que não têm necessidade de carregar muita carga e que por isso são eficientes no terreno.

As forças americanas ficam muitas vezes dependentes do apoio de fogo aéreo ou do apoio de artilharia a longa distância, porque é perigoso engajar um grupo de infantaria que já precisou carregar centenas de kg durante quilómetros e que ainda precisa voltar para trás.

O engenho é movido por um pequeno motor de dois tempos e uma potência de 15cv. O motor aciona um conjunto de dispositivos hidráulicos que simulam as patas de um quadrúpede. Além de ter autonomia para andar durante 8h, ele tem ainda que ser capaz de galopar a uma velocidade de 38km/h durante 200m.

Em Julho deste ano, a última versão do sistema foi testada durante os exercicios RIMPAC 2014 no Hawaii. O sistema demonstrou corresponder a grande parte das exigências, mas ainda não há garantias de que venha a ser aprovado.

Criticas

Existem dúvidas quanto à utilidade do sistema. Embora seja clara a sua vantagem, alguns militares dizem que o sistema é demasiado barulhento, por causa de seu motor. Para poder corresponder à especificação, o LS3 não pode utilizar um motor elétrico, que seria a melhor forma de evitar o ruido.
Em situações onde a discrição é de grande importância, uma mula sem cabeça, barulhenta de quatro patas, é a última coisa que os soldados querem por perto.

Futuro

Ainda que várias críticas tenham sido levantadas perante o conceito, há analistas que afirmam que o LS3 poderá ter outras utilidades, se ele conseguir realmente transformar-se num verdadeiro veículo todo o terreno, que não tem as limitações de viaturas sobre rodas, ele pode ser desenvolvido com uma versão armada com uma arma de calibre 7.62 ou mesmo 12.7. Uma arma deste tipo pode ser utilizada em áreas de combates assimétricos, em zonas urbanas ou áreas rurais de vegetação alta, onde as emboscadas são mais fáceis de montar.

O sistema está em desenvolvimento para permitir a utilização de mais que um destes engenhos, e software pode ser desenvolvido para garantir a interação e cooperação entre eles, embora a operação autónoma não seja ainda considerada possível.


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