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Timor: Cheque-Mate a Alkatiri
Xanana ameaça demitir-se se o primeiro ministro não sair
21.06.2006


Segundo a imprensa australiana, o presidente timorense, Xanana Gusmão, pediu ao primeiro-ministro Mario Alkatiri que apresentasse a sua demissão. A informação teria sido divulgada pelo embaixador da Indonesia em Timor.

O pedido, segundo os jornais australianos, foi efectuado por carta dirigida ontem ao primeiro-ministro, onde Xanana solicitava a demissão de Mari Alkatiri, considerando que o presidente tinha perdido a confiança política no chefe do governo.

A carta solicitava a demissão de Alkatiri até às 10:00 da manhã desta Quarta-feira (hora de Lisboa).

Ao que se sabe não foi entregue qualquer pedido de demissão, e o primeiro-ministro terá informado que teria que consultar membros do partido FRETILIN antes de tomar uma decisão.

Informações mais recentes, colocadas a circular pela imprensa portuguesa, afirmam que Xanana Gusmão terá ameaçado demitir-se no caso de Mari Alkatiri não aceitar apresentar a demissão.

Entretanto, o país encontra-se em grande medida controlado por tropas australianas, nomeadamente nos distritos de Dili, Liquiçá, Ermera e Aileu. Nos distritos da região oriental de Timor, não foram registados quaisquer confrontos e a situação parece ser calma.

O pedido de demissão de Mari Alkatiri, foi apresentado depois de uma ordem dada por Xanana Gusmão a um dos líderes rebeldes, que dá pelo nome de Alfredo Reinado. O líder rebelde, que passou por várias das forças armadas de Timor, e que tem a sua família a residir na austrália, entregou as armas às forças armadas australianas que alegadamente o protegiam na região oeste do país.

Timor encontra-se assim numa situação de impasse, porque o partido de Mari Alkatiri, a FRETILIN, obteve 57,4% dos votos nas eleições legislativas e controla pelo menos em teoria 55 dos 88 lugares no parlamento (62.5%). A FRETILIN ficou a grande distância do segundo partido em Timor, o Partido Democrático que obteve 7 lugares e do PSD com 6 eleitos para o parlamento daquele país.

Por outro lado, Xanana Gusmão, o actual presidente, tem uma legitimidade para agir que lhe advém do facto de ter obtido nas eleições presidenciais de Abril de 2002, um total de 82,68% dos votos expressos. Além disso, a Constituição timorense, que é em grande medida idêntica à portuguesa, permite a intervenção do presidente em casos especiais.

Neste momento, Mari Alkatiri, poderá estar a estudar as possibilidades de viabilização de um governo, no actual quadro parlamentar. Há vozes dentro da própria FRETILIN que aceitam a saída de Mari Alkatiri, o que poderá em principio possibilitar, dentro do actual quadro vigente, a aprovação do programa de um novo governo, desde que uma quinta parte dos deputados da FRETILIN aceitem votar favoravelmente um governo de iniciativa presidencial, que poderá ser chefiado pelo actual Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, Ramos Horta.


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