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Volta dos mastodontes
Agressividade russa, pode levar Europa a olhar para tanques pesados
18.08.2014


Desde o colapso da União Soviética que a maioria dos exércitos europeus tem considerado que a arma blindada é supérflua e que os carros de combate pesados não são mais a arma dominante nos campos de batalha do futuro.

Ainda que durante os conflitos no Iraque, tenha ficado mais ou menos estabelecido que os carros de combate principais continuavam a ser de primordial importância para decidir o desfecho de uma batalha, na cabeça dos estrategas europeus, esses conceitos não faziam sentido a partir do momento em que com o fim da guerra fria e o desmembrar da União Soviética, já não eram esperadas hordas de tanques russos a penetrar profundamente na Europa.

Esse tipo de visão, normalmente associada a estrategas políticos e não a militares, tem sido dominante na Europa. Durante as duas últimas décadas, ainda que os militares tenham sempre alertado o poder político para a necessidade de manter uma capacidade blindada dissuasora, estes últimos sempre levaram a melhor, impondo cortes e em alguns casos mesmo a erradicação completa da arma blindada.

Países que outrora possuíam frotas de centenas de tanques Leopard-1 e Leopard-2, como a Bélgica e a Holanda, pura e simplesmente viram-se livres dos seus tanques, acreditando que nunca mais seriam precisos.

Mas também países maiores, como a Grã Bretanha a França a Itália e a Alemanha reduziram as suas frotas de carros de combate pesados a números mínimos e meras frações do que eram no passado.

Putin, pode salvar os tanques europeus

Desde a invasão da Georgia, levada a cabo pelo exército russo em 2008, que os países da NATO que estiveram sob controlo do Kremlin, começaram a considerar a necessidade de garantir alguma capacidade para lutar contra as ameaças dos líderes russos. A Polónia, pela sua dimensão e crescente capacidade económica, foi o país que mais se desenvolveu na matéria, tendo adquirido algumas centenas de carros de combate Leopard-2 alemães, que atuam em conjunto com versões polacas dos tanques T-72, que eram standard no Pacto de Varsóvia.

No entanto, a recente invasão e ocupação da Crimeia e a invasão das regiões ucranianas de Luhansk e Donetsk por parte de forças para-militares russas, permitiram chamar a atenção tanto para o grande número de carros de combate que a Russia enviou para a Ucrânia, como para a quantidade de carros de combate que enviou para a Crimeia e acumulou na fronteira da Ucrânia oriental.

A industria europeia, está numa encruzilhada, com a negociação de uma fusão de industrias de defesa, ao estilo do que foi feito com a fusão das industrias aeronáuticas, que permitiram criar o gigante EADS.
Estuda-se a fusão da NEXTER francesa com a KMW alemã, o que juntamente com as negociações com italianos e britânicos, poderá levar dentro de poucos anos à standardização dos carros de combate principais.

Os acordos, juntam o fabricante do Leopard-2 alemão, do Leclerc francês e também do Challenger-II britânico.
Com esta fusão, os europeus poderão finalmente atingir a tão almejada racionalização de meios, e tudo isto numa altura em que os estrategas militares estão a mostrar aos políticos, que tinham razão desde o inicio, quando afirmavam que a Rússia continuava a ser uma ameaça.

Entre as possibilidades que presentemente estão em estudo, encontra-se a modernização dos tanques franceses Leclerc e dos tanques britânicos Challenger-II. Os dois veículos podem vir a receber o mesmo armamento do Leopard-2 alemão, ao mesmo tempo que novos veículos Leopard, poderão receber sistemas defensivos franceses, e blindagem reforçada de origem britânica.

Mas o mais importante neste momento, é o movimento no sentido de voltar a analisar profundamente a nova situação na Europa, à luz dos últimos acontecimentos, que parecem demonstrar que a Rússia continua a não aceitar quaisquer regras do jogo que não sejam as regras do poder militar.

Analistas europeus afirmam que Vladimir Putin é imune a sanções económicas, porque elas só podem afetar a população russa, a qual não tem como protestar. O dirigente russo só entende uma linguagem, a linguagem que falam os mastodontes de lagartas, com uma peça de artilharia instalada na torre.


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