Marinha


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Adeus Vladivostok
França suspende venda de porta-helicópteros à Rússia
03.09.2014


O governo da França anunciou, na véspera da reunião de topo da NATO, que o seu país colocou numa situação de suspensão o fornecimento dos dois maiores navios da marinha russa construidos nos últimos 30 anos.

O primeiro dos navios, chamado Vladivostok deveria ser entregue à marinha da Rússia no próximo mês de Outubro, enquanto que o segundo navio, o Sebastopol está apenas na fase inicial de construção de módulos.

A compra de um total de quatro navios, dois construidos na França e outros dois em estaleiros russos, foi acertada em Maio de 2011 pelo governo de Medvedev e quando era ministro da defesa, Anatoli Serdyukov.

Putin, que voltou ao poder depois de ser eleito de forma obscura em 2012, demitiu Serdyukov cedendo às pressões dos oligarcas e das vetustas industrias russas, que nunca gostaran de Serdyukov por ele ter criticado vezes sem conta a qualidade e eficiência dos equipamentos russos.

França pressionada

Ainda que outros países europeus tenham mantido relações privilegiadas com o regime russo, o agravar da situação desde o inicio de 2014 começou a fazer recair os olhares da imprensa sobre a venda daqueles navios, que constituem o mais valioso contrato militar assinado por um país europeu com a Rússia.

A França já tinha afirmado que estaria na disponibilidade de suspender a venda dos navios, mas até agora a situação nunca se tinha proporcionado.
Os recentes avanços russos na Ucrânia e a invasão encapotada, mas segundo todos os observadores no ocidente, absolutamente evidente, da Ucrânia pela Rússia, não deixaram aos franceses grande espaço de manobra.

Suspensão, não cancelamento

A bem da verdade, a venda dos dois navios não foi cancelada mas sim suspensa. No entanto, há cada vez mais indícios de que a Rússia se prepara para produzir um documento em que fica explicito o seu conceito de defesa e em que se espera que a Rússia de forma clara, declare as democracias ocidentais como seus inimigos.
Nestas condições, não aparece neste momento como provável que a suspensão não se venha a transformar em cancelamento, já que a manter-se seria o fornecimento de material militar a uma potência hostil.

Discute-se agora que futuro dar ao navio já construido. Entre as possibilidades que estão em estudo, está a utilização do navio num comando conjunto da NATO, incluído na força de reação rápida da aliança atlântica, a qual necessita de capacidade de projeção de poder, requerendo para isso a utilização deste tipo de navios.


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