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Rearmamento fica caro
Novo veículo de reconhecimento britânico custa mais que um tanque
02.10.2014


Depois de vários anos de indecisão e de adiamentos, o governo do Reino Unido decidiu finalmente colocar uma encomenda para a aquisição de quase 589 veículos blindados «Scout SV» que deverão substituir vários dos sistemas presentemente ao serviço. Trata-se da decisão relativa ao programa FRES, que teve inicio em 2008 e que essencialmente opôs o ASCOD da General Dynamics ao CV-90 da BAE Systems.

A opção tinha sido anunciada em 2010, mas coincidiu com o anuncio de várias reduções nos gastos militares, que acabaram por levar à suspensão da compra.
O agravamento da situação na Ucrânia com a invasão e ocupação da Crimeia e com a virtual ocupação das regiões de Donetsk e Luhansk por tropas regulares russas (em gozo de férias), levou o governo britânico a anunciar publicamente a decisão de aquisição que estaria tomada desde há alguns meses.

Curiosamente, a escolha não recaiu sobre um projeto de uma empresa britânica, mas sim sobre um veículo cuja primeira série foi apresentada há já 18 anos, quando a empresa Austríaca Steyr e a Espanhola Santa-Bárbara se juntaram para produzir o ASCOD.
As duas empresas acabaram por ser compradas pela General Dynamics Land Systems e posteriormente o braço britânico da empresa americana desenvolveu a sua própria versão do ASCOD-2, modernizada e reforçada com blindagem mais moderna, computadores e sistemas de gestão de combate modernos,

Críticas

Como é normal nestes casos, os custos do programa são normalmente criticados desde a primeira hora e neste caso, com um custo programado de 5.900 milhões de dólares americanos, e um preço unitário médio de quase 10 milhões de dolares, o custo do que é afinal uma viatura de combate para infantaria, leva a ainda mais questões.

Respondem os defensores que a nova viatura tem um alto nível de proteção e um igualmente elevado grau de automatização dos sistemas de armas, sistemas de gestão de dados e de combate.
Cada «Scout» terá um custo equivalente a um carro de combate pesado moderno.

Os críticos do sistema, acusam as forças armadas do Reino Unido de não terem nenhuma ideia concreta sobre que tipo de combates e de necessidades operacionais que poderão vir a ser solicitados no futuro.

O SV, é afinal um veículo de reconhecimento, que não está especialmente preparado para operações de reconhecimento, as quais dependem de um sistema integrado de recolha de dados que os britânicos não possuem. Além disso ele fica caríssimo e com um nível de proteção que é basicamente o de um MRAP britânico, que tem um custo entre 5 a 6 vezes menor.
O seu peso de 38t também é visto como um problema. Ele não pode ser transportado num C-130 e nem sequer num Airbus A-400, precisando ser transportado num C-17 que só pode transportar um de cada vez.

Este tipo de viatura de combate de infantaria, aparece como uma arma relativamente desprotegida, principalmente contra mísseis anti-carro modernos, como se verifica no conflito na Ucrânia, onde centenas de viaturas de combate já foram perdidas.

Já os defensores do conceito, afirmam que o SV faz parte de uma nova linha de viaturas completamente novas e com características e capacidades que estão a décadas de distância das viaturas utilizadas por russos e ucranianos na guerra entre aqueles dois países.


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