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Taiwan prepara-se contra a China
Corvetas catamarã, transportarão mísseis supersónicos
06.11.2014


Chama-se Tuo River, começou a ser testado operacionalmente e é o primeiro navio do que se prevê venha a ser uma série de doze corvetas com casco Catamarã, equipadas para garantir a Taiwan a disputa pelo controlo do estreito do mesmo nome.
A corveta-Catamarã, tem naturalmente dois cascos e um motor a turbina, que permite atingir a velocidade máxima de 38 nós. O navio mede 60.4m de comprimento e 14m de largura máxima deslocando 500t. A autonomia é de 3600km. Um hangar e pista de pouso para um helicóptero médio, permitem ainda a este pequeno navio, participar em operações de luta anti-submarina.

Embora a alta velocidade dos navios seja um fator extremamente importante na sua sobrevivência, o seu principal argumento são os mísseis anti-navio supersónicos Hsiung-Feng III, que com uma velocidade máxima de 2300km/h têm um alcance de 130km, bem como os mais antigos Hsiung Feng II, que sendo mais lentos, possuem um alcance de 180km. Cada corveta transporta até 16 mísseis. Além dos mísseis, o navio está equipado com uma peça de 76mm e com metralhadoras e canhões ligeiros. Um sistema de proteção anti-míssil está em estudo, embora não haja certezas sobre se chegará a ser instalado.
Cento e trinta quilometros era o objetivo dos estrategas de Taiwan, pois é a largura do estreito de Taiwan entre a China e a ilha Formosa, na sua zona mais estreira. O governo de Pequim considera Taiwan um território rebelde.

Sempre que as tensões entre a China e Taiwan aumentam, tem sido a esquadra americana a patrulhar aquelas águas, para desincentivar qualquer iniciativa guerreira por parte do governo comunista chinês.

Porém nos últimos anos, À medida que aumenta a capacidade militar mas acima de tudo a importância económica da China, vários políticos em Taiwan têm afirmado que não é garantido o apoio dos Estados Unidos no futuro e que o país têm que se preparar para garantir sozinho se necessário a sua própria segurança.

A China tem aumentado exponencialmente a sua capacidade anfíbia e colocou mesmo ao serviço um porta-aviões, com o qual poderá apoiar operações militares contra a ilha, caso o governo de Pequim assim o decida.

As novas corvetas-catamarã são designadas como «Carrier Killers» ou assassinos de porta-aviões. Os pequenos navios, armados com mísseis modernos, poderiam com alguma facilidade e num ataque de saturação coordenado, atingir praticamente qualquer navio que se atreva a atravessar o estreito.

Carrier Killer ?

Há no entanto dúvidas sobre a designação de assassino de porta-aviões. Vários estrategas consideram que, caso a China consiga criar um grupo de batalha com base no seu porta-aviões de construção ucraniana (Liaoning, antigo Varyag soviético), poderia utilizar o navio na costa oeste de Taiwan, já que não teria necessidade de arriscar uma unidade de tão grandes dimensões num estreito apertado, onde estaria à mercê de aviões com base em terra.

Desta forma, os novos navios rápidos de Taiwan, garantiriam alguma capacidade para controlar o estreito e atacar qualquer força de desembarque que tentasse invadir Taiwan. Tal força, à velocidade de 20 nós precisaria de seis horas para atingir a ilha.

Capacidade de retaliação

Este programa naval de Taiwan, complementa outros programas, nomeadamente o de mísseis, de entre os quais se destaca o Hsiung Feng IIE, que ainda que permaneça secreto, aparenta segundo observadores e especialistas internacionais, uma versão fabricada em Taiwan do míssil Tomahawk, que dá a Taiwan a capacidade para em retaliação contra um ataque chinês, atacar cidades como Shanghai, Cantão e até mesmo Pequim.


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