Geoestratégia


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Rússia prepara anexação da Abkhazia
Afinal, Kosovo não era a justificação
25.11.2014


Um acordo entre o regime russo comandado por Vladimir Putin e o governo fantoche da Abkhazia, colocou as forças militares daquela região, sob o comando direto dos militares do Kremlin, o que na prática implica que o regime russo vê confirmado por via «legal» o controlo efetivo do território que na prática já detinha.

A medida, alegadamente a troco de 110 milhões de dólares americanos, é vista como o inicio de um processo legal, que levará à anexação da Abkhazia como mais uma república da Federação Russa, na sequência do que aconteceu já com a Crimeia e do que aparentemente se pretende fazer com as regiões do leste da Ucrânia ocupadas por grupos de para-militares russos, em gozo de licença de férias.

Na Abkhazia, já existem tropas russas de ocupação desde há décadas, mascaradas de observadores ou de tropas de interposição. Ataques destas tropas russas contra o exército georgiano em 2008, levaram a uma reação a quente por parte do presidente georgiano, que segundo relatórios sobre a situação, caiu numa armadilha por parte dos russos, que tinham previamente preparado a invasão do território da Abkhazia e da Ossétia.

Situação complicada

A situação económica da Abkhazia está num estado desesperado e no inicio do ano isso levou o então presidente Alexander Ankvab a dizer que a Abkhazia não podia continuar assim. A única opção seria voltar a fazer parte da Georgia.
Rapidamente o regime do Kremlin forçou uma «revolta popular» que depôs Ankvab, e rapidamente organizou eleições «à russa» no final de Agosto, numa eleição em que todos os candidatos aceitas eram favoráveis ao regime do Kremlin.
Os resultados eleitorais, que foram determinados por Moscovo 72 horas antes da eleição colocaram no poder o mais submisso de todos os candidatos, Raul Khadzhimba, o mesmo que agora aceitou colocar o seu exército sob o controlo do Kremlin.

O fim da «desculpa» do Kosovo

Quando as tropas russas invadiram a Geórgia, utilizaram como argumento a violação dos direitos humanos das populações de origem Russa tanto na Abkazia como na Ossétia. Um massacre de mais de 2000 inocentes, esmagados debaixo das lagartas dos tanques georgianos, foi o argumento utilizado para justificar a intervenção à luz do que tinha ocorrido no Kosovo.

Ao mesmo tempo, a posterior independência daquelas regiões, reconhecida apenas pela Rússia e por uma ditadura centro-americana, foi apresentada como uma resposta ao que também tinha acontecido no Kosovo após a intervenção ocidental, onde depois de dez anos de brutalidade e limpeza étnica por parte da Sérvia contra a população de origem albanesa do Kosovo (mais de 80% da população) Só uma intervenção militar aliada, permitiu forçar a Sérvia a parar o genocídio.

A atual situação política, na sequência da invasão da Ucrânia e da anexação (ainda que ilegal) da Crimeia, levou a que na Abkázia a desculpa do Kosovo acabasse por cair.
Observadores internacionais e as próprias autoridades georgianas, vêm agora lembrar que se confirma tudo o que tinham vindo a dizer desde 2008. A Abkazia não se tornou independente, foi apenas invadida pela Rússia, para posteriormente ser anexada, violando todas as normas internacionais.

Países no Limbo

A atuação russa pretende segundo a maioria dos observadores internacionais, criar uma situação em que os países da antiga União Soviética ficam impossibilitados de aderir à Aliança Atlântica, já que a aliança não aceita como membros países com problemas de fronteiras.
Ao ocupar territórios da Georgia, da Ucrânia e da Moldova, a Rússia impede assim a adesão destes países à aliança.

A situação só não ocorre nos estados do Báltico, Estónia Letónia e Lituânia que aderiram à NATO, depois de Putin ter chegado ao Kremlin e ameaçado reconstituir a União Soviética.
Alguns países da Ásia Central, também aparentam afastar-se do regime russo, incrementando as suas relações com a China.

O acordo assinado entre o regime russo e o governante pró russo de Tsukumi, foi já criticado pelas democracias ocidentais, que o consideram uma aberrante violação da integridade territória da Geórgia.


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