Sociedade / Política


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Major Reinado foge da prisão
Policia das Nações Unidas já iniciou as buscas
30.08.2006


Cinquenta e sete prisioneiros fugiram nesta Quarta-feira da prisão central de Becorá em Díli, incluindo-se nos fugitivos um dos principais lideres da revolta contra o governo de Mário Alkatiri, que resultou na intervenção militar australiana e na deposição do anterior primeiro ministro.

O Major Alfredo Reinado, que antes do período de convulsão política que assolou Timor, vivia na Austrália, onde se encontra a sua família, e cuja volta a Timor, foi patrocinada em circunstâncias obscuras pelos próprios australianos, chegou a estar sob a protecção das tropas da Austrália, que no período imediatamente a seguir à sua chegada, não sabiam exactamente o que fazer com ele.

As alegadas ligações de Reinado, que muitos consideram como o “homem de mão” dos australianos ao crime organizado e o seu comportamento controverso e violento, levaram a que as próprias autoridades militares australianas optassem por deixar de o proteger nas montanhas a oeste de Díli, aceitando que fosse entregue à justiça há cerca de um mês - quando surgiu a oportunidade - depois de terem sido encontradas armas de guerra na sua posse, já após ter decorrido o período legal para a sua entrega.

Reinado foi encontrado na posse de pistolas de calibre 9mm, milhares de munições de espingarda, facas, catanas, coletes à prova de bala e rádios para comunicação.

Na companhia de Alfredo Reinado, fugiram da prisão 16 reclusos ligados aos recentes tumultos e também vários detidos que cumpriam penas ligadas aos massacres efectuados pelas milícias patrocinadas pela Indonésia, que mataram cerca de 1500 pessoas em 1999, depois que em referendo, Timor optou pela independência.

Segundo a imprensa australiana, o advogado de Reinado, teria alegado que o seu constituinte tinha medo de estar na prisão, porque temia que esta fosse atacada, mas não identificou ou referiu de quem eram esperados ataques.

Esta ocorrência, tem lugar depois de recentemente terem sido rechaçadas as pretensões australianas de controlar completamente o território de Timor, entregando o comando da força internacional de polícia, às Nações Unidas, em vez de o entregar directamente à Austrália.

A responsabilidade pela zona da prisão de Becorá está atribuída ao contingente da Nova Zelândia.


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