Força Aérea


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Primeiro C-295M entregue à FAP
Nova aeronave substitui C-212 «Aviocar»
18.11.2008


A primeira de doze aeronaves C-295M do fabricante europeu EADS adquiridas pela Força Aérea Portuguesa foram entregues em cerimónia ocorrida nesta Terça-feira, na qual estive presente o Ministro da Defesa de Portugal.
Os restantes onze aviões construídos pelo consórcio europeu deverão ser entregues ao ritmo de uma unidade a cada 45 dias.

Os C-295M são pelo menos parcialmente os substitutos directos dos pequenos C-212 «Aviocar» construídos em Espanha pela empresa CASA [1] e que estavam inicialmente destinados à operação no cenário de guerra em África durante os anos 70, onde a sua capacidade para operar a partir de pistas de terra batida ou mesmo de troços de estrada, permitiria uma considerável flexibilidade às forças portuguesas especialmente nos cenários de Angola e de Moçambique.

Como aconteceu com outros equipamentos adquiridos por Portugal, os C-212 só ficaram disponíveis depois do fim do conflito, e por isso foram aproveitados para funções para as quais não eram adequados.
A sua incapacidade para voar entre o continente português e as ilhas atlânticas sempre foi um problema e essa ligação acabou por ficar dependente da frota de C-130.

Os C-295M são muito maiores que os «Aviocar» e dispõem de maior autonomia e capacidade de carga. Em muitos casos eles podem substituir mesmo as aeronaves C-130H. Ao contrário dos C-212 os novos C-295M podem servir como apoio a forças destacadas, como por exemplo na antiga Jugoslávia.
Trata-se de uma aeronave derivada de um modelo concebido para operação de linhas aéreas regionais, desenvolvido entre a empresa espanhola CASA e o regime indonésio do ex-presidente Suharto, que ficou conhecida como C-235.

Se o C-235 foi um fracasso comercial, já o C-295, que é uma versão «aumentada» do C-235, mostrou ter características adequadas para transporte militar, possuindo uma porta traseira para facilitar o acesso de militares e carga e um espaço interno igualmente apropriado para utilização militar.

Das doze unidades adquiridas pela Força Aérea Portuguesa, cinco delas estarão especialmente equipadas para missões de vigilância marítima, onde também deverão substituir uma das versões do C-212 em serviço.



[1] A empresa CASA depois de problemas financeiros que estiveram relacionados com o fracasso comercial da aeronave C-235 abriu falência e foi salva após ter sido negociada a sua incorporação no consórcio EADS, controlado essencialmente pela França e pela Alemanha.


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