Sociedade / Política


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Escândalo de censura em Portugal
Espanhóis interferem directamente na campanha eleitoral portuguesa
04.09.2009


Portugal encontra-se em estado de choque depois de na Quinta-feira uma notícia «bomba» ter percorrido as redações de jornais e televisões do país, após ter sido divulgada uma notícia segundo a qual o diretor do grupo de comunicação espanhol «PRISA», tinha dado instruções diretas a partir da capital espanhola para que o «Jornal Nacional» de Sexta-feira da emissora de televisão TVI fosse censurado e proibido de ir para o ar.

O «Jornal Nacional» emitido às Sextas, é um dos programas de maior audiência da emissora portuguesa, que é líder de audiências no país. A jornalista responsável pelo programa, Manuela Moura Guedes, é conhecida por um estilo muito criticado pelos setores próximos ao Partido Socialista, que governa em Portugal e que autorizou o grupo espanhol PRISA (que também é da mesma área politica) a controlar a emissora de TV há alguns anos atrás.

Jesus Polanco, o «Capo» da PRISA. Falecido em 2007, criou com a sua personalidade truculenta, violenta e brutal, um estilo de atuação que se tornou a marca do grupo PRISA.
As ligações conhecidas à Maçonaria, estão entre as explicações apontadas para permitir a Polanco assumir posições de relevo na mídia de países da America Latina, violando leis, agindo ilegalmente, e conseguindo controlar emissoras de rádio como por exemplo no México, país onde a posse de meios de comunicação está vedada a estrangeiros.
Praticamente sem exceções, em todos os países em que o grupo PRISA entrou, o inicio de atividades foi acompanhado por um cortejo de denuncias, polêmica, negócios pouco claros, tráfico de influência, chantagem e acusações de ilegalidade.

Quando a PRISA tomou o controle da emissora TVI, o governo socialista português, estava a par dos problemas e das suspeitas de atividades ilegais por parte do grupo espanhol.
Informações posteriores relacionaram a atitude do presidente do grupo PRISA Juan Luís Cebrian com a emissão de notícias que implicavam indiretamente o Primeiro Ministro português com um escândalo de corrupção.

Intervenção espanhola é ilegal e constitui uma violação grosseira da Lei portuguesa
Embora o grupo de comunicação PRISA seja conhecido por violação de leis e intervenção direta no conteúdos das notícias - o que em Espanha é considerado normal - em Portugal as leis que regulam este tipo de atividade, proíbem formalmente a administração das empresas de comunicação de intervenção direta ou indireta nos conteúdos dos programas de informação.

Em Espanha, perguntados sobre esta violação da Lei, e desconhecedores da Lei portuguesa, diretores da PRISA se mostraram confusos e espantados com a repercussão da notícia sobre a censura ao programa da TVI.

O grupo de comunicação espanhol, é exatamente conhecido por intervir diretamente no conteúdo das notícias em todos os países onde tem atividades e essa é a critica que mais vezes é dirigida aos meios controlados pela PRISA.
No México, por exemplo, o grupo PRISA se aliou ao milionário Azcarraga, para controlar uma rede de emissoras de rádio, ficando com a festão de conteúdo informativo.
Em vários países do continente, o grupo PRISA é mesmo considerado uma ameaça latente à Democracia, pela facilidade com que distorce as notícias para apresentar os fatos conforme é mais conveniente para os diretores da empresa.

O comportamento do grupo PRISA, foi considerado estranho em Portugal, onde os jornais e as televisões são obrigados a manter imparcialidade em época eleitoral.
Mas em Espanha, os jornais do grupo PRISA como os jornais de outros grupos de comunicação concorrentes consideram esse comportamento normal.
Em termos europeus, a mídia espanhola ocupa uma posição de relevância em termos de baixaria, sendo ultrapassada em termos de má qualidade e falta de isenção, unicamente apenas pela imprensa italiana onde politica, sexo e prostituição são tratados ao mesmo nível, não sendo possível distinguir entre esses temas.

José Luís Cebrian: Castelhano nascido em Madrid em 1944, é filho de Vicente Cebrian, editor do jornal hitleriano «Arriba», que antes da guerra civil espanhola, publicava editoriais a pedir a invasão de Portugal pela Espanha. José Luís foi director da Televisão Espanhola tendo servido o regime franquista espanhol durante os seus anos finais.
BAIXARIA E INTERVENÇÃO INACEITÁVEL
O responsável máximo do grupo espanhol, negou que tivesse influenciado a decisão de censurar as notícias da emissora portuguesa, mas investigações de vários jornais e televisões portuguesas apuraram para lá de qualquer dúvida razoável que Juan Luís Cebrian deu de fato uma ordem direta para censurar um programa na emissora portuguesa.

A atitude do espanhol José Luís Cebrian, não é estranha e é alias normal e comum no comportamento da PRISA em Espanha e nos países onde o grupo detém participações em jornais rádios e televisões.
A intervenção direta, legal ou ilegal, é a «Marca Registrada» da PRISA e do seu responsável máximo, como já era no tempo do falecido Jesus Polanco,

A intervenção do grupo PRISA, é ainda mais grave, porque se trata de uma intervenção direta por parte de espanhóis na política portuguesa. A censura decretada a partir de Madrid, constitui uma das mais graves e grosseiras interferências de espanhóis na política portuguesa em séculos.

Embora a notícia da interferência dop grupo PRISA na política portuguesa tenha sido noticiada em vários meios de comunicação em todo o mundo, os meios do grupo PRISA, nomeadamente o diario El País, silenciaram completamente a notícia.

Entretanto, perguntado sobre a interferência do grupo espanhol em Portugal, o presidente português Cavaco Silva afirmou em comentário à imprensa, que a Liberdade de Imprensa foi uma das maiores conquistas da revolução de 25 de Abril de 1974.


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