Marinha


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Portugal: Miopia marítima
Comandante da marinha, faz criticas veladas à campanha contra os submarinos
16.10.2009


Num discurso proferido durante a cerimonia de abertura do novo ano operacional pelo comandante da marinha portuguesa, Almirante Melo Gomes, foram feitas pelo próprio acusações veladas aos sectores que nos últimos tempos tem criticado a aquisição pela marinha portuguesa de dois submarinos do tipo U214 destinados a substituir os quatro submarinos do tipo Daphné de origem francesa que Portugal comprou no final dos anos 60.

Nas declarações proferidas pelo chefe da marinha portuguesa, o almirante frisou mais uma vez a absoluta necessidade de renovação da frota, nomeadamente a necessidade retirar de serviço as vetustas corvetas das classes João Coutinho e Baptista de Andrade que deverão ser substituídas por navios de patrulha oceânica.
No entanto, o processo de renovação tem sido atrasado e apenas dois navios foram lançados à água, tendo a sua entrada ao serviço sido alvo de inúmeros e consecutivos adiamentos.
A afirmação de que os navios de patrulha são necessários tem sido uma constante nos discursos produzidos durante este tipo de cerimónia.

Foi também lembrada a entrada ao serviço da primeira das fragatas da classe M adquiridas em segunda-mão à marinha da Holanda, à qual se deverá juntar uma segunda unidade, o que permitirá à marinha portuguesa se necessário, assumir o comando de duas forças navais em simultâneo.

Quando se referiu a futura incorporação do primeiro de dois submarinos adquiridos, o almirante português afirmou que a marinha ficará sempre longe da turbulência que tem existido na opinião pública sobre o assunto, não deixando no entanto de por em causa os fins de tal turbulência.

Miopia marítima
Melo Gomes também confirmou que possuir submarinos era caro, mas que seria muito mais caro para Portugal não os possuir, especialmente para as gerações futuras.
Melo Gomes, durante o lançamento do primeiro submarino U214: Miopia Maritima, pode provocar danos irreversíveis para Portugal.
Para o comandante da marinha portuguesa, há um problema de «Miopia marítima», que nos últimos anos tem crescido e que a triunfar tornará irreversível a perda por parte de Portugal do controlo efectivo sobre a sua Zona Económica Exclusiva.

O almirante frisou ainda a importância da marinha nas relações com os países africanos de língua oficial portuguesa e com Timor, acrescentando igualmente que tanto a qualidade quanto a operacionalidade dos meios da marinha portuguesa são muitas vezes elogiados internacionalmente.

Explicar para que servem os meios da marinha
A questão da necessidade de o Estado Português manter uma força militar credível no mar, tem sido reforçada pela marinha, embora nos últimos tempos, uma estranha conjugação de opiniões se tenha levantado contra a capacidade militar da marinha portuguesa.

A mais recente foi produzida pelo antigo presidente da Assembleia Almeida Santos, no que foi entendido como mais uma afirmação de sectores normalmente conotados com interesses estrangeiros que pretendem impor a Portugal a existência de uma marinha limitada a uma força costeira.

O afundamento de Portugal como Estado soberano

Ainda recentemente, num livro publicado pelo Instituto de Defesa Nacional da autoria do professor Adriano Moreira, foi lançada alguma luz sobre um assunto que explica a necessidade de o país conseguir manter alguma capacidade para controlar as suas próprias águas territoriais e a sua Zona Económica Exclusiva.

Segundo Adriano Moreira, os compromissos internacionais de Portugal, nomeadamente a assinatura do Tratado de Lisboa, vão transferir para Bruxelas a soberania efectiva sobre aquela que é a maior Zona Economia Exclusiva da União Europeia.

Nessa altura, ao assumir o controlo sobre essas águas, o futuro governo europeu, tratará de determinar como será garantida a sua segurança, determinando igualmente que meios serão utilizados e quem deverá fornecer esses meios.

Adriano Moreira: Portugal caminha para se transformar num estado exíguo, por falta de meios para afirmar a sua autoridade.
O tratado de Lisboa, não prevê a existência de uma marinha europeia, nem a abolição das marinhas dos países membros.
Os receios do professor Adriano Moreira, que passaram ao papel no livro «A Circunstância do Estado Exíguo» estão relacionados com a possibilidade de Portugal estar, com o abandono das suas forças armadas, nomeadamente da marinha, a abrir caminho para que quando Bruxelas perguntar aos estados membros, quem deve controlar a ZEE portuguesa, não ser Portugal a responder, por absoluta falta de meios e capacidade para o fazer.

Trágicas lições da História, que vários sectores da política portuguesa parecem ignorar

Este tipo de procedimento e pressão não é em absoluto estranho e foi aquele que levou a que Portugal tivesse sido colocado perante uma situação idêntica quando em meados dos século XIX começou a chamada corrida a África.

Na altura, os portugueses acreditavam que teriam direito a grandes porções dos territórios africanos, por causa dos seus direitos históricos, resultado de os portugueses terem sido os primeiros a chegar.
Os direitos Históricos pura e simplesmente não foram considerados, tendo apenas sido considerados os direitos resultantes da capacidade efectiva para controlar o território.

Portugal foi autorizado a «colonizar» uma parte da costa africana que só lhe seria atribuída, se o país demonstrasse ter capacidade para de forma efectiva controlar esses territórios.

Os portugueses, confiavam na velha aliança com a Inglaterra, a qual de nada serviu. Os interesses portugueses foram relegados para segunda e terceira posição e só após um enorme esforço Portugal conseguiu garantir a sua parte da África, e mesmo assim de forma condicional, pois ainda o século XX não tinha começado e já a Alemanha e a Grã Bretanha se preparavam para tomar esses territórios (Angola para a Alemanha e Moçambique para a Grã Bretanha).


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