Sociedade / Política


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Portugal: Militares «lançados aos bichos»
Político «amorfo» nomeado ministro da defesa
22.10.2009


O primeiro-ministro indigitado de Portugal, propôs ao presidente da República a nomeação de Augusto Santos Silva para ministro da defesa do novo governo do país, que deverá ser empossado na próxima Segunda-feira.

Licenciado em história, Santos Silva não tem qualquer ligação com as forças armadas nem qualquer capacidade conhecida que justifique a sua nomeação para o cargo.
Visto essencialmente como um político seguidista, capaz de cumprir com desvelo as ordens que lhe foram dadas, a escolha de Santos Silva pode ser vista por vários sectores como uma afirmação de que será o primeiro-ministro Sócrates quem de facto vai dar ordens no Ministério da Defesa.

Santos Silva, ganhou algum relevo na cena política portuguesa, sendo chamado pelos seus detractores de «papagaio de serviço», cuja principal função foi a de insultar os opositores do primeiro-ministro, enquanto ocupou o cargo de Ministro dos assuntos parlamentares.

Amorfo, sem qualquer capacidade demonstrada para ter ideias próprias, e incapaz de perceber a diferença entre um caça e uma metralhadora, Santos Silva é visto por fontes próximas dos militares como uma demonstração da pouquíssima consideração que o actual primeiro-ministro tem pela instituição militar, que ficará assim condenada a vegetar no limbo, enquanto Santos Silva for ministro.

Não é de esperar qualquer desenvolvimento positivo em termos de programas de defesa, sendo a nomeação de Santos Silva vista por alguns sectores mais preocupados com as questões militares como um «Prenuncio de Morte».

A nomeação de Santos Silva, é ainda mais grave, numa altura em que a instituição militar se encontra no centro das atenções, após o desastroso e desleixado comportamento dos responsáveis do Colégio Militar, que colocaram a instituição numa situação em que corre o risco de se transformar num novo caso «Casa Pia».

A destruição da instituição militar e a afirmação da sua inutilidade, tem feito parte da mensagem subliminar que o partido Socialista, que tem governado Portugal nos últimos anos se tem esforçado por fazer passar para a opinião pública.
Deste ponto de vista, a escolha de um «ministro político», serve essencialmente para explicar aos militares porque razão haverá necessidade de cortar ainda mais nos gastos militares.

Outros comentários apontam para a possibilidade de Santos Siolva ser apenas um ministro com os dias contados, aguardando por novas eleições.


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