Terrorismo


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Tel-Aviv ao alcance dos foguetes do Hamas
Foguete com alcance de 60km detectado por Israel
03.11.2009


Um representante do ministério do interior de Israel, anunciou nesta segunda-feira que o movimento terrorista Hamas, poderá ter aumentado consideravelmente a sua capacidade para atacar alvos em Israel com foguetes fabricados localmente.

Segundo aquela fonte, terá sido detectado o disparo de um foguete que se despenhou no mar, a uma distância de aproximadamente 60km do ponto de lançamento.
Com capacidade para atingir alvos a até 60km de distância, o Hamas pode efectuar disparos de foguetes contra o centro da cidade de Te-Aviv.

Sabe-se que o Hamas tem vindo a desenvolver a sua capacidade para lançar foguetes sobre Israel e que o alcance dos sistemas desenvolvidos artesanalmente também tem vindo a aumentar. De engenhos com capacidade para atingir alvos a 3km, o Hamas evoluiu para sistemas capazes de atingir alvos a 10km, suspeitando-se desde o inicio do ano que já consiga atingir alvos a distâncias de até 40km.

A capacidade do movimento Hamas para fabricar foguetes de artilharia tem sido um dos principais problemas enfrentados por Israel nas áreas fronteiriças que beiram a faixa de Gaza, uma pequena área com 40km de comprimento por 6km de largura no extremo sudoeste de Israel.

Os foguetes de artilharia produzidos artesanalmente e conhecidos como «Qassam» são de tecnologia rudimentar. Os primeiros modelos eram completamente artesanais e não possuíam qualquer sofisticação. Mas foram sendo introduzidos refinamentos e no final de 2008, o Hamas começou a lançar foguetes um pouco mais sofisticados, os Qassam-2, que parecem ser derivados do foguete M-13, desenvolvido na União Soviética nos anos 30 e que é normalmente referido como Katiusha[1] utilizados pela União Soviética em 1941. Este sistema tem um alcance próximo dos 10km. Existem igualmente referências a um sistema Qassam-3, de idêntico calibre mas alcance superior.

Para fabricar esses foguetes o movimento Hamas utiliza todos os recursos possíveis e entre os expedientes utilizados chega a estar o da utilização de tubos de canalização de água para construir o corpo dos foguetes.

Porém, a sofisticação tem aumentado. Já no inicio de 2009, foi anunciado que o movimento Hamas poderia contar com foguetes de maiores dimensões, iguais ou equivalentes aos foguetes do sistema BM-27 (ou seja modelos equivalentes ao 9M27F «Uragan»), que tem um alcance estimado em 35km. Um alcance de até 40km foi previsto pelas autoridades militares de Israel em Janeiro de 2009.
Não é claro se os sistemas de maior alcance, são de facto resultado de construção local, utilizando foguetes de menor calibre, mas com uma secção adicional, ou se são foguetes de origem iraniana do tipo «Fajr-5», um foguete de dimensões bastante maiores com um diâmetro de 333mm.

Arma psicológica

O efeito dos foguetes de artilharia utilizados pelo movimento Hamas, é acima de tudo psicológico. O movimento não tem capacidade para utilizar armamento de forma convencional, efectuando ataques com barragens de foguetes. Essa capacidade nem sequer o movimento Hezbolah, que opera no sul do Líbano demonstrou ter em 2006, embora tenha demonstrado capacidade para efectuar grande numero de ataques isolados ainda que descoordenados.
As acções são por isso destinadas essencialmente à propaganda. A ogiva do foguete é de explosivo, tem capacidade para perfurar ou destruir paredes, podendo matar pessoas se eventualmente atingir o solo numa área habitada.
Embora tenha tido capacidade para aumentar o alcance dos foguetes, a sua precisão continua presentemente a ser reduzida.

Custo elevado

O fabrico do sistema ou o seu transporte para dentro do território de Gaza não é o principal problema enfrentado pelo Hamas.
O movimento é constantemente vigiado e o lançamento de um foguete tem que ser planeado com antecedência e requer organização.

Os foguetes não podem ser lançados de campo aberto pois seriam facilmente detectáveis. Por isso, é normalmente necessário proceder ao lançamento desde edifícios onde o foguete é lançado a partir de uma janela.
Uma das formas de detectar as movimentações do Hamas, é verificar todas as obras de reparação ou de construção de habitações na região mais próxima da fronteira.
O Hamas parece ter optado por aumentar a quantidade de combustível transportado pelos foguetes. Para isso precisa aumentar o comprimento do foguete.
Isso torna o foguete mais difícil de manusear em ambientes fechados dado ele poder ter até 6m de comprimento, ou mais quando consideramos o suporte de lançamento.

A estrutura de suporte e lançamento - que só pode ser utilizada uma vez - acaba por ser mais cara que o foguete propriamente dito, mas o Hamas recebe grandes quantidades de materiais de construção, enviados para Gaza para recuperação de casas e escolas destruídas por Israel. O Hamas aproveita esses materiais de construção para construir os abrigos de lançamento de foguetes.
A utilização dos materiais de construção para edificar bases de lançamento de foguetes, tem sido um dos argumentos utilizados por Israel para condicionar a entrega desses materiais à faixa de Gaza.

Sistema de defesa Iron Dome

Em Israel discute-se a necessidade de criar uma rede de sistemas de defesa com capacidade para conter os foguetes do Hamas. Vários sistemas foram já testados com alguns resultados. O desenvolvimento de sistemas com capacidade para atingir os foguetes lançados contra Israel sofreu um impulso após os ataque de 2006, que colocaram em alerta todo o norte de Israel.
Entre os sistemas com capacidade de defesa está o Iron Dome, um sistema que utiliza uma rede de radares e pequenos mísseis extremamente precisos que têm como objectivo destruir os Qassam quando ainda estão no ar.

Outro sistema concorrente pretende utilizar tecnologia laser para destruir os foguetes, mas embora o custo por disparo seja muito menor, o sistema laser, conhecido como Sky Guard tem um custo considerado demasiado elevado.


[1] – A referência a Katiusha e dada a vários sistemas de foguetes derivados do M-13 original.


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