Sociedade / Política


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Ahmadinejad chega ao Brasil entre protestos
Líder islâmico procura apoio na América Latina
23.11.2009


O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad iniciou nesta segunda feira uma visita à América do Sul, que o levará também à Bolívia e à Venezuela.

A visita do ditador iraniano está no entanto mergulhada numa enorme polémica, por causa de ser vista como uma demonstração de apoio por parte do governo esquerdista de Brasília a Ahmadinejad, que se elegeu há alguns meses atrás, apoiado numa gigantesca operação de fraude eleitoral, que foi contestada pela oposição, e violentamente silenciada com um banho de sangue e violações de liberdades básicas levadas a cabo pelas guardas revolucionárias do regime.

Presidente polêmico

Tortura, assassinatos no meio da rua e julgamento em praça pública de manifestantes contrários à ditadura, mostraram nos últimos meses a cara do regime de Teerã, que tinha tentado manter uma imagem de democracia tutelada pelos Aitolás iranianos, que em 1979 iniciaram uma revolução que derrubou o Chá Rheza Palevi, apoiado pelos Estados Unidos, e que por sua vez governava o país com igual brutalidade.
A visita de Ahmadinejad à América do Sul, entende-se num contexto internacional em que a república islâmica se encontra cada vez mais isolada internacionalmente.

A razão do isolamento prende-se com o programa nuclear iraniano, que procura desenvolver armamento nuclear, com o qual os iranianos poderão ameaçar a maioria dos países vizinhos.

Até alguns meses atrás, a Rússia ainda mantinha algum apoio ao regime de Ahmadinejad, mantendo dúvidas sobre os objetivos iranianos, mas recentemente até a própria Rússia cancelou parte de sua cooperação com o regime de Teerã, quando o governo de Ahmadinejad se recusou a prestar contas do que estão fazendo suas centrifugas, destinadas a produzir urânio com uma pureza elevada, que apenas tem utilizada para a produção de armamentos atómicos.

A qualidade pretendida para o urânio iraniano tem apenas uma única função, a produção de armamento nuclear. O Urânio para armamento atômico precisa ser de oito a dez vezes mais refinado para poder ser utilizado numa bomba nuclear.

O numero de sistemas de refinamento que o governo iraniano construiu poderia refinar combustível para fins pacíficos para cinco a dez centrais atômicas civis, que o país não tem.
A única conclusão lógica que é possível retirar, é que o elevadíssimo numero de centrifugas, se destina ao fabrico de armas atômicas.
Até a Rússia já chegou a essa conclusão.

Caricatura de Ahmadinejhad: As palavras do presidente e as atuações do regime iraniano mostram grande parecença com a Alemanha nazista.
Negação do Holocausto e afirmações polêmicas

Entre as críticas que unanimemente têm sido dirigidas ao ditador, estão as relacionadas com a contínua negação do holocausto dos judeus, que Ahmadinejad afirma que nunca aconteceu, e que é uma invenção ou conspiração norte-americana.
As posições de Ahmadinejad têm encontrado apoios entre grupos de neo-nazistas apoiantes das ideias de Adolf Hitler e de meios anti-semitas extremistas islâmicos em vários países do mundo e curiosamente de círculos esquerdistas, que embora não tenham ainda começado a negar o Holocausto, têm afirmado que seis milhões de mortos não dão a Israel o direito de existir.

A negação do direito de existir do Estado de Israel também é uma das marcas do dirigente iraniano, que repetidas vezes têm feito ameaças em que dá a entender que esse país deve ser varrido do mapa.
Segundo fontes próximas da oposição iraniana, as afirmações de Ahmadinejad - que têm sido «pintadas» e distorcidas pelos seus apoiantes - são de uma violência só possível de entender em Farsi, a língua maioritária do Irã, e contêm uma clara ameaça de extermínio contra os judeus.

Estas estão entre as principais acusações dirigidas contra Ahmadinejad por manifestantes que participaram em passeatas no Rio e em São Paulo contra a visita do polémico líder islâmico, manifestações que continuaram em Brasília enquanto o líder iraniano era recebido pelo presidente brasileiro Lula da Silva.

Quase completo isolamento internacional

Com a falta de apoio por parte da Rússia, o regime de Ajmadinejad tem dificuldade em encontrar apoios para mostrar internamente que o país não está isolado. Passando pelos países europeus e Estados Unidos, o isolamento iraniano estende-se aos países árabes, que não têm grandes problemas em mostrar que não gostam do regime de Ahmadinejad. Recentemente, confrontos na fronteira com o Paquistão, complicaram as relações com aquele país. No Iraque, o governo de maioria Chiita, está dependente do apoio norte-americano, a norte a Rússia é um problema e os estados do Cáucaso não são suficientemente importantes para quebrar o isolamento internacional.
Neste momento, apenas a Turquia se apresenta como um interlocutor válido e a maior distância a China, continua a dar alguma cobertura ao regime.
Por isto, o apoio de outros países, como o Brasil, ou mesmo a Bolívia e a Venezuela, são importantes para dar internamente a ideia de que o regime iraniano continua tendo algum apoio internacional.

Lula da Silva: Hipocrisia, e apoio a regimes criminosos

No Brasil, o governo Lula tem sido acusado de apoiar alguns dos regimes mais criminosos do mundo, fechando os olhos – por exemplo – ao genocida sudanês Omar Al Bashir, apoiando também o regime de Hugo Chavez, ao mesmo tempo que critica o governo hondurenho por causa do caso Manuel Zelaya, mas apoia o regime comunista de Cuba, onde as perseguições politicas, a tortura e os atentados contra a dignidade humana, continuam, sem que Lula da Silva se digne dizer uma palavra em favor de milhões de cidadãos humilhados pelo clã Castro..


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