Marinha


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NRP D.Francisco de Almeida entregue à marinha
Navio completa processo de renovação das fragatas
16.01.2010


A entrega da segunda fragata da classe «M» adquirida por Portugal à marinha da Holanda ocorreu nesta Sexta-feira em Den Hélder.
A fragata agora baptizada como D.Francisco de Almeida entrou ao serviço da marinha holandesa como Van Galen, em 1994, tendo já completado 15 anos.

No total foram construídas oito fragatas do tipo e dessas oito, seis foram transferidas para as marinha do Chile da Bélgica e de Portugal. Os navios portugueses que entraram os dois ao serviço em 1994, são os mais recentes, com uma única excepção, a fragata Von Speijk, que entrou ao serviço em 1995 e que vai continuar na marinha holandesa.

Trata-se de navios de meia-idade, mas com um valor militar considerável. São no entanto navios da mesma geração das actuais fragatas portuguesas da classe Vasco da Gama, o que deixa a marinha de Portugal com um grave problema futuro, que passa pela substituição de cinco navios da mesma geração.

Pode-se afirmar que as fragatas holandesas têm sistemas de armas mais recentes que as fragatas Vasco da Gama, embora a mesma coisa não possa ser dita de alguns dos seus sistemas de comunicações, que são inferiores aos dos três navios já ao serviço.
Cada uma destas fragatas, por exemplo, pode transportar 16 mísseis anti-aéreos prontos para disparo, enquanto que as Vasco da Gama apenas podem disparar oito. Os especialistas colocam essa vantagem teórica em causa, afirmando que ainda que as novas fragatas possam transportar 16 mísseis, elas podem guiar contra um alvo, exactamente o mesmo numero de mísseis que uma fragata Vasco da Gama.
Só no caso de uma Vasco da Gama disparar todos os seus oito mísseis, é que uma Bartolomeu Dias passaria a estar em vantagem, pois ainda contaria com mais oito prontos para disparar.

Analistas deste tipo de sistemas afirmam que a possibilidade de se desenvolver um conflito em que fossem disparados oito mísseis anti-aéreos não é realista nas actuais circunstâncias.

As novas fragatas utilizam o mesmo tipo de mísseis anti-navio e possuem uma torre armada com um canhão de 76mm de alta cadência de tiro, enquanto que as Vasco da Gama estão armadas com um canhão de 100mm com menor cadência de tiro mas mais poderoso. As Vasco da Gama por seu lado contam com um cistema Phalanx de origem norte-americana para defesa próxima, quando as novas Bartolomeu Dias contam com um sistema de origem holandesa conhecido como SGE-30 «Goalkeeper» que é tido como marginalmente mais eficiente.

Pessoal cada vez mais especializado

A renovação dos meios da marinha de guerra portuguesa é vista como especialmente importante num país que tem a maior zona económica exclusiva da União Europeia, e pretende dentro do espírito do Tratado de Lisboa continuar a manter a soberania sobre aquelas água.

À primeira hesitação portuguesa, espera-se que vários países europeus se apresentem logo que as condições forem adequadas, para assumir o controlo e gestão dessas águas que passaram a ser consideradas europeias.

A marinha portuguesa enfrenta também o problema do salto tecnológico que representa a passagem de navios da classe João Belo para navios mais modernos. Cada vez mais esse tipo de navios são «montras de tecnologia» onde a tripulação tem que ser cada vez mais bem formada.

Muito longe estão os tempos em que para conseguir marinheiros, se enviava uma guarda pelas ruas de Lisboa para encontrar marinheiros à força.
Hoje, os navios têm guarnições cada vez menores e os militares são obrigados a desempenhar várias funções simultaneamente.

A solução do problema está na automatização e na formação de pessoal para a marinha, que possa ser polivalente e operar os sistemas dos navios, que tendem cada vez a ser mais sofisticados e dependentes da tecnologia.
Isto implica um tremendo salto tecnológico, que no caso das fragatas holandesas é relativamente amortecido pelo facto de a marinha portuguesa já operar navios com tecnologias idênticas.

Mais grave é a situação na arma submarina, onde o salto tecnológico entre os completamente ultrapassados submarinos Daphnè adquiridos nos anos 60, e os novos navios do tipo U214 é quase «quântico». A diferença naquele caso, é equivalente a colocar o condutor de um Renault-4L ao volante de um Audi-A8, onde o automóvel reconhece o condutor pela chave e ajusta o banco à medida do condutor alterando a temperatura do assento conforme a temperatura exterior.
Perante os botões do Audi-A8 o condutor de um veículo com 40 anos até pode dirigir o novo automóvel, mas sem formação adequada poderá não conseguir aproveitar nenhuma das vantagens que o novo automóvel oferece.


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