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NRP Tridente chega a Lisboa
Primeiro de dois navios do tipo U209PN revoluciona arma submarina
02.08.2010


Às primeiras horas desta segunda-feira, 2 de Agosto, entrou na barra do Tejo o primeiro de dois submarinos da marinha de guerra portuguesa que vão entrar ao serviço em substituição dos quatro navios da classe Albacora (classe francesa Daphnè), adquiridos nos anos 60 pelo governo de Oliveira Salazar.

A aquisição dos navios esteve envolvida em polémicas, na maioria dos casos resultado das guerras entre grupos de pressão ligados aos partidos políticos, que utilizaram a aquisição daqueles equipamentos para alimentar conflitos de índole politica. Também a questão das contra-partidas levanta problemas, pois havia uma promessa de aquisições de bens e produtos portugueses, que até ao momento está muito longe de ser cumprida. O problema das contrapartidas não se restringe porém ao contrato dos submarinos.

Os dois navios aumentam enormemente as capacidades da arma submarina portuguesa e superam totalmente os vetustos e virtualmente inúteis submarinos da classe Albacora que já foram retirados de serviço. Os seus torpedos podem atingir alvos a distâncias de 50km.
Além dos seus torpedos modernos, o Tridente pode ainda ser equipado com mísseis anti-navio que podem ser disparados pelo submarino mesmo com o navio debaixo de água. Não é no entanto conhecido se tais mísseis foram adquiridos pela marinha portuguesa.

Especialmente significativa é a inclusão de um sistema de propulsão independente do ar, que não precisa oxigénio para fazer mover os motores, ele permite ao navio navegar durante semanas sem necessidade de vir a superfície.
Esta última característica é a mais distintiva desta nova geração de submarinos, que pela primeira vez conseguem mover-se debaixo de água durante grandes períodos de tempo, coisa que até agora apenas os submarinos de propulsão nuclear conseguiam fazer [1].
O Tridente pode operar a milhares de quilómetros de distância da base.

Do ponto de vista táctico, a possibilidade de um navio como o Tridente poder estar quase invisível em qualquer ponto do Atlântico torna-o numa arma temível, não só pela capacidade militar efectiva do navio, mas também e principalmente por não se saber onde está.

A guarnição do navio também é reduzida. Pouco mais de trinta pessoas utilizam um espaço muito maior que o espaço disponível nos antigos submarinos do tipo Albacora.
A guarnição dispõe nos novos navios de muito melhores condições.

Um dos principais problemas da arma submarina está na dificuldade em contratar pessoal disponível para operar estes sistemas. A vida a bordo de um navio deste tipo é extremamente dura e os militares a bordo são submetidos a condições de stress difíceis de imaginar mesmo pelos militares da marinha que servem a bordo das fragatas ou navios patrulha.
Espera-se que a situação venha a melhorar com a introdução destes novos navios.
Igualmente complexa é a adaptação aos novos sistemas de armamento do U-209PN, que são mais sofisticados e complexos que a maioria dos sistemas utilizados pela marinha.
Esses sistemas representam um salto «quântico» quando comparados aos sistemas dos submarinos que já saíram de serviço.

[1] – Os submarinos de propulsão nuclear podem navegar durante dias debaixo de água, mas podem atingir velocidades muito elevadas, superiores a 25 nós. Já os submarinos com AIP como o Tridente, também podem navegar durante dias sem emergir, mas nesse caso a velocidade varia entre 3 e 5 nós. No entanto, eles também podem navegar a velocidades de 20 nós, mas nestes casos serão forçados a emergir. Por isto os submarinos com o mesmo sistema de propulsão do Tridente são classificados como híbridos.


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