Sociedade / Política


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Revoltosos ameaçam forças internacionais
Interditadas águas territoriais e espaço aéreo guineenses
16.04.2012


O auto-proclamado Comando Militar, que tomou o poder pela força na passada quinta-feira dia 12 de Abril, declarou encerrado o espaço aéreo do país, e ao mesmo tempo declarou interditas as águas territoriais guineenses, que vão até 12 milhas da costa (um pouco mais de 22km).

A medida aparenta ser uma resposta à tomada de posição conjunta dos países da CPLP, que exigiram a reposição da legalidade democrática e a libertação do presidente-interino e do primeiro ministro, que foram deslocados para a cidade de Mansoa, a 60km a leste de Bissau, e a principal cidade da etnia Balanta, a que pertence o chefe das forças armadas, o gen. António Indjaí.

Embora não pretendam que se aproximem da Guiné-Bissau quaisquer forças militares, o comando revoltoso, aceita desenvolver esforços para que as forças angolanas que estão no país possam sair.

A presença das forças angolanas estaria na origem do golpe, dado os revoltosos terem afirmado que aquelas forças receberam armamentos pesados, e que se preparavam para servir de guarda pretoriana do atual primeiro ministro e candidato a presidente.

A força militar portuguesa, constituída para já por apenas dois navios, não poderá entrar em águas territoriais guineenses, pelo que terá que ficar ao largo, a cerca de 100km da cidade de Bissau.
A fragata transporta um Helicóptero Linx que poderá ser utilizado para facilitar contactos e transporte de dignitários.

As forças golpistas, afirmaram que qualquer atividade de forças militares estrangeiras, teria uma resposta militar. No entanto a Guiné-Bissau não tem marinha nem navios que possam por em causa quaisquer navios de guerra que estejam nas proximidades das águas guineenses.


Condenação internacional

Várias instâncias internacionais continuam a exigir a imediata libertação dos líderes prisioneiros. A União Europeia tomou uma posição idêntica à da CPLP, repetindo a exigência de libertação. As Nações Unidas e a CEDEAO também já se manifestaram contra o golpe.

Politicos tentam acordo

Entretanto, continuam as discussões políticas entre partidos da oposição, ainda que sem a participação do maior partido do país, o PAIGC a que pertence o primeiro-ministro detido.
Os partidos da oposição pretendem nomear um governo provisório que seja aceite pelos militares até a nova realização de eleições presidenciais, dado a oposição não ter aceite o resultado das últimas.


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