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Guiné: Aberto espaço aéreo e marítimo
Pressão internacional aumenta
19.04.2012


Os militares revoltosos na Guiné, afirmaram nesta quinta-feira que as fronteiras aéreas e marítimas serão novamente abertas. A companhia cabo-verdiana TACV que tem voos regulares para Bissau, anunciou que espera retomar aquela ligação já na sexta-feira.
Ao mesmo tempo o Banco Mundial e o Banco Africano para o Desenvolvimento, juntaram-se às instituições internacionais que condenam o golpe de estado levado a cabo há uma semana atrás por um grupo de militares revoltosos que se auto-intitula «Comando Militar».
No entanto, várias notícias corriam nesta quinta-feira, afirmando que a CEDEAO estaria na disposição de reconhecer o governo de transição negociado entre militares e alguns partidos da oposição.

O «Comando Militar», constituído essencialmente por militares de étnia Balanta (que representa 25% da população) aparenta ser influenciado pela imposição de regras ditadas pelas redes de narco-traficantes que utilizam o país como entreposto entre a América do Sul e a Europa, para transportar drogas.

O presidente interino e o primeiro ministro, Carlos Santos Júnior, que tinha mostrado intenções de enfrentar o narco-tráfico continuam presos.
Os militares revoltosos reuniram-se com grupos oposicionistas que perderam as últimas eleições e estabeleceram um acordo de transição do poder até novas eleições dentro de dois anos.

Até ao momento, este acordo não foi reconhecido pela comunidade internacional, que continua a exigir a imediata reposição da ordem constitucional e a libertação do presidente da república e do primeiro ministro.

A situação negociada entre militares e alguns partidos da oposição, permite manter a Guiné-Bissau, como um narco-estado, sem qualquer controlo sobre os transito de avionetas e pequenas embarcações que utilizam as águas territoriais do país para transito de drogas.
Um dos cabecilhas do narco-tráfico, chegou a ser o próprio comandante da pequena marinha da Guiné Bissau, e é procurado pela justiça americana pelas suas implicações com o tráfico de drogas.

O bloco favorável à constituição de um governo interino, cuja única face é a do porta-voz dos revoltosos, Daba Nah Valna, poderá vir a ser reconhecido pela CEDEAO segundo notícias não desmentidas, que corriam em vários órgãos de comunicação social nesta quinta-feira.

Nas Nações Unidas, Portugal exigiu a volta à legalidade democrática e penas para os responsáveis pelo golpe de estado. O representante da Guiné-Bissau na ONU, fiel ao governo do primeiro ministro Carlos Santos Junior, suplicou que as Nações Unidas enviassem para a Guiné-Bissau uma força de interposição.

Os militares guineenses, que acusam Angola de tentar controlar militarmente a Guiné-Bissau com uma força de 200 homens, acusam Portugal de ter provocado o pânico entre os guineenses quando divulgou a notícia de que navios de guerra tinham saído de Lisboa em direção à Guiné.
Também afirmaram que os militares guineenses não têm medo de forças das Nações Unidas.


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