Sociedade / Política


Translation to English not responsability of areamilitar.net.
Service is supplied as is and correct interpretation is not guaranteed.
Força da África francófona e da Nigéria irá para a Guiné
Contingente da CEDEAO terá até 600 militares
27.04.2012


Um grupo de sete países da CEDEAO, sob o comando de militares da Nigéria, deverão enviar para a Guiné-Bissau um grupo de entre 500 a 600 homens. A iniciativa representa a intenção da áfrica francófona, com o apoio do maior país anglófono da região, a Nigéria, para resolver a questão localmente.
Os militares da CEDEAO terão como principal missão, garantir a saída dos cerca de 270 militares e polícias angolanos que se encontram no país

A presença dos militares angolanos foi apresentada pela junta militar guineense, como a principal razão da acção militar que levaram a cabo, depondo o governo e aprisionando o presidente da república e o primeiro ministro e vencedor da primeira volta da eleição presidencial.
Angola ainda tem na Guiné uma força de 232 militares e 38 polícias.

Entretanto, o embaixador dos Estados Unidos em Angola, Cristopher McMullen, disse em entrevista que era um erro considerar que Angola ou as forças militares angolanas foram a motivação para o golpe de estado ocorrido na guiné-Bissau.
Segundo o diplomata, Angola teria tido um papel construtivo na tentativa de reorganização das forças armadas daquele país do noroeste africano.

O embaixador norte-americano acrescentou que esperava que Angola continuasse a desempenhar um importante papel na solução do problema guineense, seja através da CEDEAO, seja através da ONU ou através de outro grupo regional ou internacional.

No entanto, a presença de forças angolanas não é bem vista por vários países da região, de entre os quais se destacam a Guiné-Conakri e aparentemente o Senegal, que também considera oportuna a saída das forças daquele país.

António Indjaí é o cabecilha do golpe

Na Guiné fontes ligadas ao principal partido do país, o PAIGC, afirmaram que António Indjaí, continua a ser o principal chefe militar do país e que por essa razão, estando as tropas a controlar o país, é Indjaí que é o principal comandante das forças revoltosas.

Várias fontes também acusam os golpistas guineenses de ligação a interesses obscuros e ao tráfico de drogas. A acrescentar ao problema do tráfico há ainda as questões relacionadas com rivalidades étnicas e com rivalidades políticas saídas do processo eleitoral que foi suspenso com o golpe de estado.

Portugal, que enviou uma força constituída por alguns navios com o objetivo de garantir a evacuação de cidadãos portugueses e de outras nacionalidades em caso de degradação da situação não participará de qualquer força militar a enviar para a Guiné-Bissau.
Segundo as autoridades portuguesas a abertura do espaço aéreo permitiu o regularizar das movimentações de portugueses, saindo aqueles que o pretendiam fazer.

A questão do aprisionamento pelos revoltosos do primeiro ministro e do presidente interino, aparenta neste momento ser secundária, pois a CEDEAO aparenta ter como principal objetivo garantir a retirada do contingente angolano do país.

Angola e Kumba Ialá
Autoridades angolanas acusaram Kumba Ialá, candidato presidencial do PRS, que conseguiu 26% dos votos na primeira volta das eleições de ser um dos responsáveis pela crise e de ter relações familiares com um dos responsáveis do golpe, a quem teria dado dinheiro. Kumba desmentiu as declarações e informou que deu dinheiro a familiares do falecido presidente Malam Bacai Sanhá, após a cerimónia fúnebre, como é costume da étnia «Balanta».

Kumba acusou Angola de estar por detrás de uma espécie de golpe eleitoral, tendo enviado tropas para a Guiné-Bissau para garantir a vitória do candidato

Narco-estado da Guiné-Conakry, apoia os revoltosos

A presença de forças militares da Guiné-Conakry, país que é visto como favorável aos golpistas, poderá também ser um sinal de que aquela organização pretende aceitar o Status-Quo vigente após o golpe, não permitindo a realização de eleições, como era objetivo da junta militar.

A Guiné-Conakry também se aproxima do estatuto de narco-estado dado muitas das suas instituições serem controladas direta ou indiretamente por barões da droga com ligação às máfias sul americanas que utilizam o país como base para o tráfico. Estimativas internacionais afirmam que na Guiné-Conakry, entre 20% a 30% da economia é gerada pelo tráfico de droga, na Guiné-Bissau esse valor ultrapassa já os 60%.

A Nigéria por seu lado, pretende afirmar-se como potência regional preponderante e também não vê com bons olhos a presença de forças de outra região, ainda que originárias de África como é o caso do contingente angolano.


Últimas noticias sobre este tema

Guiné: Impasse continua

Força da África francófona e da Nigéria irá para a Guiné

Não há como entrar na Guiné

Cabo Verde não aceita junta guineense

Guiné: Aberto espaço aéreo e marítimo

Guiné: Revoltosos continuam isolados

Revoltosos ameaçam forças internacionais

Força portuguesa em posição na Madeira

| Forças Armadas de Angola | Exército Brasileiro | Exército Português | Força Aérea Brasileira | Força Aérea Portuguesa | Marinha do Brasil | Marinha Portuguesa | Forças Armadas de Moçambique | Forças Armadas da Guiné-Bissau | Timor - Sociedade | Forças de defesa de Timor | Brasil | Moçambique | Portugal | Listagem de todas as notícias | Listar todos os navios | Listar todas as aeronaves | Listar armas ligeiras | Listar todos os veículos | Listar todos os mísseis | Listar sistemas de artilharia | Artigos de opinião | Médio Oriente | União Europeia | Europa fora a UE | América do Norte | América do Sul e Caribe | África | Índia e Asia Central | Ásia e Oceânia|
  ---