Sociedade / Política


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Generais angolanos declaram guerra
Portugal é inimigo a abater
28.02.2013


Um grupo de generais angolanos, ordenou no inicio desta semana o inicio de uma campanha contra Portugal, nas páginas da imprensa oficial do regime, nomeadamente no único diário angolano, o «Jornal de Angola», voz semi-oficial do Partido Comunista angolano, conhecido como MPLA.

As declarações dos generais vertidas no periódico foram encomendadas a José Ribeiro, diretor do Jornal de Angola, por alguns dos generais angolanos.
Embora a imprensa portuguesa tenha referido casos como o do processo contra o próprio procurador-geral da república angolana, João Maria de Sousa, que é acusado de fraude e e branqueamento de capitais, o mal-estar agravou-se há menos de duas semanas, quando um tribunal português arquivou o processo que tinha sido levantado por entidades próximas aos generais angolanos contra o jornalista Rafael Marques pela publicação do livro «Diamantes de Sangue», em que os generais e o «establishment» de Luanda são acusados, sendo apresentadas provas de ligação de altas entidades do estado angolano ao crime organizado, à tortura e ao tráfico de diamantes.

O processo, indiretamente levantado pelos generais angolanos contra o jornalista Rafael Marques e contra a editora Tinta da China não teve seguimento, e era visto como a última arma do regime marxista angolano para tentar calar sem ruído vozes inconvenientes.

Perante a impossibilidade de silenciar os protestos, os generais decidiram-se pelo confronto aberto, que teve inicio com um ataque sem precedentes contra Portugal, e contra a economia portuguesa, que é claramente o ponto mais fraco daquele país europeu, que entrou em falência técnica há alguns anos, sendo «salvo» por uma intervenção estrangeira.

Para tentar recuperar da situação de catástrofe em que o país foi mergulhado pelo governo do socialista José Sócrates, que governou o país desde 2008, o novo governo português tem tentado de todas as formas atrair investimento estrangeiro e Angola tem sido um dos alvos preferenciais.

As ligações entre o governo português e a ditadura angolana já tinham sido alvo do escrutínio de deputados do parlamento europeu, que demonstraram a sua preocupação com o facto de Portugal correr o risco de se transformar num país condicionado por uma ditadura africana reconhecida pelo altíssimo grau de corrupção.

Altos dirigentes angolanos, entre os quais o próprio presidente do país Eduardo dos Santos estiveram impossibilitados de visitar alguns países europeus como a França, por recairem sobre ele mandatos de captura.
Dos Santos tem utilizado a sua filha Isabel dos Santos como testa-de-ferro dos seus negócios em Portugal.

No que diz respeito aos problemas com Portugal, os analistas consideram que pelo menos alguns dos generais angolanos têm demasiado dinheiro investido em Portugal para continuarem a manter uma guerra de guerrilha económica para um dos poucos países europeus onde podem prosseguir as suas atividades sem se sujeitarem a problemas com a justiça.


Cleptocracia angolana
Angola é geralmente vista como um dos países mais corruptos do continente africano, sendo apenas ultrapassada pela Somália, pelo Sudão e pela RD do Congo, todos países quase permanentemente em guerra e pelo estado desértico do Chade.

Nos países africanos em conflito, os maiores agentes da corrupção são normalmente os senhores tribais e senhores da guerra. Em Angola não há guerra, mas os senhores da guerra continuam a controlar as atividades económicas, o que explica porque entre os países em paz, Angola é de longe o mais corrupto de todos.




   
   
   
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Lista de alguns dos alegados criminosos
Vaal da Silva

Vaal da Silva

Diretor do Gabinete de reconstrução nacional, controla o dinheiro para obras no país. É chefe da casa militar do ditador Eduardo dos Santos e um dos homens mais perigosos e também mais ricos de Angola.

Kopelipa

Manuel Vieira Dias (Kopelipa)

Ministro de estado e chefe da casa militar a partir de Fevereiro de 2010. Diretor do Gabinete de Reconstrução Nacional em 2004, deteve o poder de decisão em contratos milionários de construção civil. Parte do seu poder advém do controlo da TV Zimbo.

Chefe da casa militar presidencial, ele também é conhecido como Príncipe das Trevas

Armando Neto

Armando Neto

Governador da província de Benguela e antigo chefe do Estado-Maior General das FAPLA

Makevela Mackenzie

Adriano Makevela

 

Chefe da Direção Principal de preparação de tropas, responsável principal pela formação militar em Angola. Antigo ajudante de campo de Jonas Savimbi, foi convertido ao MPLA mediante o pagamento de grandes somas em dinheiro. Esteve ligado a empresas de armamentos.

general João de Matos

Gen João de Matos

 

Antigo chefe do Estado Maior General das FAPLA

Luis Faceira

Gen. Luis Pereira Faceira

 

Antigo Chefe do Estado-Maior do exército das FAPLA

No picture available

António Emílio Faceira

 

(irmão de Luis Pereira Faceira) Antigo chefe da divisão dos Comandos. Responsável operacional.

Antonio dos Santos França

Dep. António dos Santos França (N´dalu)

 

Antigo Chefe do Estado-Maior General das FAPLA e deputado do partido comunista angolano (MPLA)

No picture availableGen Reserva Paulo Barreto Lara


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