Força Aérea


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12 caças F16 portugueses vendidos à Romenia
15,5 milhões pagam cada avião
15.10.2013


O governo da Romenia assinou na passada semana um acordo com Portugal, que confirma a venda de 12 caças F16 da Força Aérea Portuguesa à Roménia.

O acordo esteve em discussão durante meses e dependente de vários fatores, de entre os quais se destacou a dificuldade romena em disponibilizar o dinheiro para pagar os aviões.
O custo total do programa será de 186 milhões de Euros, com cada avião a custar 15,5 milhões. O valor é considerado bastante baixo para aeronaves com as capacidades dos F16 AM/BM, mas embora a Bulgaria também tivesse mostrado interesse na aquisição das aeronaves, a verdade é que não haveria outros interessados a quem fosse possível vender as aeronaves.

Tratando-se de aeronaves de fabrico americano a sua revenda para outros países dependeria sempre da autorização das autoridades norte-americanas. Esta exigência é uma imposição legal e os Estados Unidos não vendem qualquer equipamento militar, sem um compromisso por parte do comprador de que não venderá o equipamento a um terceiro sem autorização.

Esta obrigatoriedade reduz de forma drástica o potencial numero de clientes para as aeronaves F16, ainda mais quando o pacote de modernizações conhecido como MLU inclui sistemas e software que pela sua sofisticação não podem ser cedidos com facilidade a terceiros.

Entre 80 a 90 técnicos romenos, de entre os quais oito pilotos, serão enviados para Portugal, onde receberão treino na operação das aeronaves e também treino na manutenção e processos de modernização das aeronaves F16.

Portugal adquiriu cerca de 40 F16 em dois lotes distintos. Um primeiro lote de F16-A/B novos e um segundo lote de F16-A/B em segunda mão, que foram os primeiros a receber a modernização MLU. Posteriormente Portugal decidiu iniciar o processo de modernização do primeiro lote de aeronaves.

A crise financeira internacional e a dimensão que ela atingiu em Portugal, levaram a reduções drásticas nas despesas militares, que conduziram a uma redução ainda maior no número de unidades de combate da força aérea portuguesa. Estima-se que de quatro dezenas estejam operacionais de 9 a 12 aeronaves na Força Aérea Portuguesa.

Na Roménia, os F-16 MLU vão substituir caças MiG-21 Lancer, um modelo modernizado do vetusto caça MiG da era soviética, que entretanto foi sendo modernizado com sistemas ocidentais, nomeadamente com tecnologia de Israel. Alguns dos caças MiG-21 Lancer estão equipados com o radar ELTA 2021 fabricado em Israel.

No entanto, a vida útil das aeronaves romenas está a chegar ao fim. Espera-se que as aeronaves de fabrico russo sejam retiradas de serviço até 2017, altura em que Portugal já terá fornecido todos os 12 exemplares.


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