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Jihad contra Angola
Questão religiosa provoca problemas ao governo de Luanda
04.12.2013


Desde há alguns dias, que Angola saltou para as primeiras páginas de jornais da imprensa escrita e para milhares de páginas na Internet, após ter sido divulgada a notícia de que o país se tinha tornado no primeiro estado do mundo a proibir a religião islâmica.

Segundo a mesma notícia, mesquitas estariam a ser destruídas em Angola, as mulheres islâmicas seriam proibidas de utilizar o Hijab.

Embora no dia 29 de Novembro o governo de Angola tenha desmentido a notícia, o desmentido parece não ter surtido o efeito desejado, já que em vários países continuam a surgir desenvolvimentos, em que embora se reconheça que não ocorreu nenhuma proibição da religião islâmica, há realmente problemas na relação entre o poder e as comunidades islâmicas de Angola.

Na verdade, a revista Exame, Angola, chegou mesmo a noticiar que pelo menos 60 mesquitas tinham sido encerradas à força. Aparentemente, desde o inicio de Outubro de 2013, que começaram a ser encerradas mesquitas em várias regiões de Angola, sob o pretexto de falta de licença.

O caso chegou já à Europa, onde na passada sexta-feira ocorreu uma manifestação em Londres, que saiu da mesquita de Regent`s Park em direção à embaixada de Angola, onde os manifestantes islâmicos queimaram bandeiras angolanas e exigiram a implantação do emirado de Angola. Também na Palestina bandeiras angolanas foram queimadas e pisadas por manifestantes irados após as orações de sexta-feira.

O caso ameaça transformar-se num desastre de relações públicas para o governo de Luanda, que já terá dado ordens para que se cancelasse o processo de encerramento de mesquitas, assustado com a repercussão internacional que está a ter a notícia.

A questão da proibição do Islão em Angola propagou-se de forma viral através da Internet e foi propagada por um lado por sites anti-islâmicos, que tentam mostrar as virtudes da decisão e também por sites islâmicos, indignados com a informação, alguns deles pedindo a declaração de Guerra Santa contra o governo de Luanda.
Ainda que na imprensa ocidental a notícia tenha deixado as primeiras páginas continua a disseminar-se no mundo islâmico.

Aparentemente, o governo de Angola deve reconhecer oficialmente religiões que tenham mais de 100,000 praticantes e estejam implantadas em 14 das 18 províncias do país. Apenas as religiões que cumprem com estes quesitos podem desenvolver as suas atividades, nomeadamente no campo do ensino. Como muitas mesquitas normalmente contam com centros de ensino da cultura islâmica e do islão, tais instituições estariam naturalmente proíbidas pela legislação angolana.

Angola tem vários parceiros comerciais que são países do mundo islâmico e é um país da OPEP, onde estão representados a maior parte dos grandes exportadores de petróleo, a maioria dos quais são países islâmicos.


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