Força Aérea


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Saab Gripen E/F
Novo caça da Força Aérea Brasileira
20.12.2013


As autoridades militares brasileiras anunciaram nesta quarta-feira a aquisição pelo Brasil de 36 exemplares do caça mono motor Gripen, de nova geração.
O Brasil vai pagar o equivalente a € 3260 milhões, ficando cada aeronave por um valor aproximado de € 90 milhões.

Os primeiros caças deverão começar a ser entregues no inicio de 2018.

O processo de aquisição foi longo, demorado e enfrentou vários escolhos pelo caminho. Começou ainda com o antigo presidente Fernando Henrique Cardoso, e prosseguiu durante os dois mandatos do presidente seguinte. Aliás, um acordo com a francesa Dassault foi mesmo cogitado pelo próprio presidente brasileiro Lula da Silva, quando referiu a possibilidade de compra do caça Rafale.

A notícia acabou por não se confirmar e o processo durou mais tempo e passou para a administração da presidente Dilma, que não gostou dos preços. A França tinha um caça excelente mas caro. A França prometeu total transferência de tecnologia, mas rapidamente se percebeu que essa transferência ilimitada tinha limites que eram determinados pelas reticências da própria industria francesa.

Por seu lado os Estados Unidos propuseram também uma aeronave excelente, ainda que de projeto mais antigo, mas equipada com os armamentos mais recentes e eficientes. O F/A-18 daria ao Brasil a melhor relação entre valor militar e recursos investidos.
Os Estados Unidos, tal como a França, propuseram um vasto leque de propostas para transferência de tecnologia, mas o mesmo problema se colocou. Continuou a existir algum tipo de restrição à transferência ilimitada e além disso existiam dúvidas sobre a capacidade imediata da industria brasileira absorver as novas tecnologias que ficariam disponíveis.

Cogita-se porém, que para lá da questão tecnológica, a proposta americana, terá sido seriamente afetada com as notícias que vieram a público sobre a espionagem da agência americana NSA. A divulgação de notícias segundo as quais os espiões americanos espiavam muitas das comunicações do governo brasileiro, nomeadamente da própria Dilma, criaram um clima de mal-estar entre Washington e Brasilia.
A presidente Dilma criticou fortemente a administração americana, e cancelou mesmo uma visita programada aos Estados Unidos.

O Brasil foi o país que reagiu mais fortemente contra a espionagem americana e a derrota da Boeing no concurso do F/X, pode ter-se transformado na maior e mais dolorosa resposta dada por um país à atividade de espionagem da NSA.

Gripen por exclusão de partes

Como avançado pelo areamilitar.net, pelo menos 24 horas antes da decisão final ter sido anunciada, o caça Gripen aparece como vencedor muito por exclusão de partes. Ele não tem as características, dimensões, raio de ação operacional e capacidade para transportar armamentos como os seus dois concorrentes.

A opção resulta por isso de uma decisão política de gastar menos dinheiro, tendo como sustentação o fato de independentemente das suas desvantagens o Gripen ter também os seus pontos fortes.

O Gripen, é um caça monomotor, que utiliza um motor americano F414G da General Electric com uma potência de 9900Kg/f. Ele consegue voar durante mais de 1400km sem reabastecimento e o seu raio de ação operacional é estimado entre 750 e 800km.

O Gripen E/F brasileiro terá características que o tornam num caça bastante moderno. Ele tem capacidade de «Supercruise» podendo voar a uma velocidade 20% superior ao som, sem necessidade de utilizar pós combustão, um sistema que permite atingir a velocidade máxima mas ao custo de um enorme consumo de combustível.

O seu radar deverá ser o Raven ES-05, um sistema da Selex-Galileo, utilizando a tecnologia AESA e que tem um campo de visão alargado, permitindo simultaneamente pesquisar alvos aéreos, guiar mísseis e ao mesmo tempo manter «debaixo de olho» veículos terrestres potencialmente hostis.

Comparação com potênciais adversários

A introdução deste tipo de aeronave na América do Sul, vem trazer mais racionalidade em termos geoestratégicos, dando ao Brasil o mais moderno meio aéreo de todo o continente.
As unicas aeronaves com reais capacidades para defrontar o Gripen E/F, com os seus novos sistemas são os caças F-16C/D do Chile e eventualmente os enormes mas relativamente ultrapassados caças Su-30 da Venezuela.

As aeronaves compradas pelo Brasil, também permitem concluir que o país assume uma postura claramente defensiva. OS Gripen podem servir para devender a capital do país e algumas cidades importantes de ataques vindos do exterior, mas não dão à Força Aérea Brasileira uma clara capacidade de ataque a médias distâncias.

Assumindo uma posição defensiva, operando de forma defensiva a partir das suas bases, com o apoio dado por aeronaves de aviso aéreo antecipado, a defesa aérea brasileira adquirirá uma credibilidade que não tinha desde o inicio da década de 1970.

Gripen Naval

Igualmente interessante é a possibilidade de desenvolvimento de uma versão naval do Gripen. Sabe-se que existiu algum interesse por parte da Grã Bretanha, quando se cogitou a possibilidade de os novos porta-aviões do país voltarem a utilizar aeronaves convencionais.

O Brasil possui experiência na operação de aeronaves de asa fixa e possui um porta-aviões, que ainda que tivesse capacidade para por exemplo operar o Rafale, teria que limitar o peso da aeronave à descolagem.
Já um Gripen «Naval», adaptado e robustecido para permitir o violento pouso a bordo de um porta-aviões, poderia ser utilizado com toda a vantagem e daria à Marinha do Brasil, uma capacidade de controlo efetivo do Atlântico, que de outra forma não poderá ter.


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