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LEOPARD-2 A6 para o exército português
Total de 37 unidades deverão constituir «núcleo duro» das forças mecanizada
29.06.2006


Segundo a imprensa diária foi confirmado nesta Quarta-feira que o exército português incorporará 37 unidades do carro de combate Leopard-2A6 nas suas fileiras.

Os carros de combate deverão substituir os M-60A3 presentemente em utilização e que têm já várias dezenas de anos.

O carro de combate em causa representa uma autentica revolução no exército português.
Em primeiro lugar porque desde o inicio dos anos 50, em que Portugal recebeu os então novíssimos M-47 Patton, que Portugal opera veículos do mesmo tipo. Os M-47 foram substituidos pelos M-48A5 e estes últimos pelos actuais M-60A3. Todos estes veículos são basicamente evoluções uns dos outros, com equipamentos ou armamentos mais potentes ou sistemas de direcção de tiro mais avançados. Em segundo lugar, porque são os primeiros carros de combate não americanos desde que Portugal incorporou os carros britânicos Valentine nos anos 40, que foram rapidamente substituidos pelos M-47.

Este carro de combate, constitui por isso uma revolução completa, pois trata-se da alteração mais radical em termos de carros de combate na história do exército português nos últimos 60 anos, em termos de mobilidade, capacidade de fogo e blindagem.

O Leopard-IIA6 pode ser considerado o melhor e mais sofisticado carro de combate do mundo, estando ao nível do Abrahams americano e do Leclerc de origem francesa.

MBT-70 as origem do Leopard-2 e do M1-Abrahams
A família Leopard-2 não é nova e tem a sua origem nos anos 60, num projecto entre americanos e alemães para o fabrico de um carro de combate conjunto.

O programa não chegou a resultados conclusivos e americanos e alemães decidiram desenvolver os seus projectos separadamente.
O lado americano desenvolveu o Abrahams M1 enquanto que os alemães desenvolveram o Leopard-2.

O Leopard-2 sofreu varias alterações e modificações. Embora mantenha o mesmo calibre (120mm contra 105mm dos actuais M-60). As principais alterações são ao nível da blindagem de terceira geração (liga de vários materiais compostos) que o transformam num dos mais protegidos tanques do mundo. A versão “A6” que deverá equipar o exército português, e que é a mais recente versão daquele carro de combate, tem como principal característica distintiva em termos de armamento, a mudança do canhão L44 de 120mm para o canhão L55 de 120mm de alma lisa, que mantendo o mesmo calibre, tem no entanto um alcance superior, o que conjugado com os mais recentes tipos de munição, transforma o tanque numa arma de grande poder ofensivo.

O fornecido de apenas 37 unidades, implica no entanto uma enorme redução no numero de carros em operação. Não é liquido o que vai acontecer às unidades de instrução e a unidades secundárias, mas o mais provável é que o M-60 vá rapidamente para a reserva quando Os Leopard-2 começarem a entrar ao serviço. Os conceitos que parecem obedecer à aquisição de armamentos para o exército parecem defender a substituição dos carros de lagartas pelos carros blindados sobre rodas, pelo que as unidades blindadas pesadas sobre lagartas serão cada vez mais uma excepção.

A utilidade de carros de combate principais como o Leopard-2A6 no território português não é significativa, pelo que a aquisição deste veículo pode querer dizer que continua a ser intenção do Ministério da Defesa criar forças com capacidade de operar em cenários de guerra de grande intensidade. Esta intenção por seu lado torna imprescindível a aquisição de meios navais que tenham capacidade para transportar tais veículos para um eventual teatro de operações, dado não ser credível que tal cenário se desenrole nas proximidades das fronteiras do país.

No entanto com esta redução parece ficar demonstrado que cada vez mais, as unidades blindadas sobre lagartas tendem a perder peso. A unidade da Brigada Mecanizada, que vai estar equipada com o novo tanque, precisará igualmente de apoio por parte de unidades móveis de infantaria, que deverão também ser equipadas com veículos de combate de infantaria, que o exército português não tem, limitando-se presentemente aos veículos blindados de transporte levemente blindados do tipo M-113.

Não é sabido se as negociações com a Holanda sobre a venda de equipamentos militares por parte daquele país, poderá considerar a venda de equipamentos com aquelas características.


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