Sociedade / Política


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Maputo debaixo de fogo!
Contagem de vítimas depois de explosões pode ultrapassar a centena
23.03.2007


O incêndio seguido de explosões múltiplas que começou no Maputo nesta Quinta-feira à tarde, poderá ter provocado um numero de mortos superior a uma centena, embora os números oficiais apontem para «apenas» 72 mortos. O número de feridos estará pelos 350, embora os números finais possam apontar para muito mais.

As primeiras explosões no paiol que alegadamente terão sido de artefactos de menor calibre, eventualmente granadas ou minas afectaram apenas os bairros de Magoanine e Mahotas, além de Malhazine que estão mais próximos do paiol.

Estes bairros estiveram «debaixo de fogo» entre as quatro e as cinco da tarde, caindo nas habitações e na rua pequenos estilhaços. A partir das cinco da tarde, as explosões tornaram-se mais violentas, tendo sido atingidos também os bairros de Hulene, Malhazine, 25 de Junho e Benfica, estes dois últimos a oeste do aeroporto. O paiol encontra-se numa área a norte do aeroporto de Maputo.

Mapa de Maputo, mostrando os bairros que se sabe terem sido afectados


A relativa proximidade do aeroporto levou a que este fosse encerrado. Os estilhaços chegaram a atingir a zona da baixa comercial de Maputo, onde a violência das explosões partiu vidros, havendo registos de ter sido atingida a Praça de Touros e um centro comercial . Os estrondos resultantes das explosões maiores, especialmente obuses de artilharia e granadas de morteiro pesado continuaram até às sete da tarde, altura em que a violência das explosões começou a diminuir.

Encontram-se alegadamente naquele paiol, munições de alto-explosivo para óbus de 122mm e grande quantidade de granadas de morteiro pesado de 82 e 120mm de fabrico russo. Tudo material de grande periculosidade e teor explosivo, parte do qual ultrapassou há muito tempo o seu prazo de validade para manuseamento em condições de segurança mínimas. Segundo as autoridadas no entanto, há igualmente munições relativamente recentes entre as que explodiram.

O mais intrigante, é que as explosões no paiol de Maputo, têm vindo a ocorrer com frequência, e ainda recentemente em Janeiro deste ano, explosões naquele mesmo local que se prolongaram por 45 minutos provocaram três feridos ligeiros e alertaram mais uma vez para o problema do armazenamento de explosivos que se tornaram instáveis, alguns dos quais não estão em situação de segurança mínima.

Mas já antes de Janeiro deste ano, tinham ocorrido situações similares, embora sem a gravidade que assumiu o acidente de Quinta-feira passada. O presidente de Moçambique pediu calma à população.

Já anteriormente, e a seguir à ocorrência de incidentes do tipo, foi revelada a notícia de que existem planos para deslocar o paiol para uma área despovoada dentro da província de Maputo.



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