Marinha


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Royal Navy: Porta aviões por mais 10 anos
Classe Invincible deverá continuar em serviço por causa de atrasos
10.05.2007


Os atrasos no programa de construção de dois porta-aviões de grandes dimensões para a Royal Navy está a provocar problemas na força, que poderão levar à necessidade de estender o período de vida dos porta-aviões ligeiros que a marinha britânica ainda dispõe.

Os britânicos têm ainda em situação utilizável dois dos três porta-aviões ligeiros da classe Invincible, o primeiro dos quais foi enviado há 25 anos para as Malvinas, durante o conflito no atlântico sul que opôs a Grã Bretanha à Argentina.

Com um deslocamento de 65.000 toneladas, os dois futuros porta-aviões, serão os dois maiores navios na história da Royal Navy, mas a sua construção tem sido criticada por muitos sectores na Grã Bretanha, que afirmam que os navios, cujo poder e capacidade militar apenas é superado pelos super porta-aviões dos Estados Unidos não têm nenhuma utilidade no mundo de hoje, onde o Irão, com apenas uma lancha armada de uma metralhadora capturou 15 marinheiros britânicos.

Os atrasos na decisão estão a provocar problemas.
A futura retirada de serviço dos porta-aviões antigos foi projectada considerando que o contrato para a construção dos dois novos navios seria assinado em 2003, mas entretanto passaram-se quatro anos e ainda não há um contrato definitivo para construir os dois navios.
O resultado disso, é que a Royal Navy previu a retirada do último navio da classe Invincible anos antes da entrada ao serviço dos novos porta-aviões.

O Primeiro navio da classe, deveria ser entregue à Royal Navy em 2012, altura em que o último navio da classe Invincible deveria ser desactivado, mas os atrasos, estão a atrasar as datas para a finalização do navio, falando-se em 2015 a 2016 para a sua entrega.

Nestas circunstâncias, a Royal Navy poderá ter que entrar num programa inesperado de modernização dos dois navios mais antigos, os quais foram submetidos recentemente a programas de actualização, destinados unicamente a garantir a sua operacionalidade até 2012.

Quando uma força fica muito tempo sem utilizar um determinado tipo de equipamento, essa força perde grande parte do seu treino e afasta-se da doutrina de utilização do meio. Normalmente é custoso voltar a atingir um nível elevado de operacionalidade quando tem que se voltar a aprender tudo a partir do zero.

Por isso, a Ministério da Defesa britânico, estuda neste momento planos para que os actuais porta-aviões estejam operacionais até mais tarde. Esses estudos têm também que ver com as novas capacidades dos futuros navios de defesa aérea da Royal Navy, os contratorpedeiros da classe Daring que deverão poder interagir com os porta-aviões e com as aeronaves.

Para manter um nível elevado de operacionalidade, a Royal Navy poderá ter necessidade de efectuar modificações custosas ao nível de sensores (radares e sistemas associados) nos dois pequenos porta-aviões, para garantir a sua operacionalidade e capacidade para operar de forma conjunta e integrada com os novos contratorpedeiros de defesa aérea.

O PA-2, idêntico ao CVF britânico: A construção em França poderia reduzir os custos em quase 15%
Do ponto de vista da política interna, a aquisição dos dois grandes navios, é vista como uma forma de garantir postos de trabalho nas regiões industriais da Escócia, e a construção dos navios foi defendida durante as últimas eleições pelos parlamentares ligados ao governo britânico. A vitória nas recentes eleições escocesas de um partido regionalista e independentista, cria igualmente dúvidas e algum ressentimento em circunscrições eleitorais da Inglaterra, igualmente afectadas pela crise da industria naval britânica e que acham que os impostos pagos pelos ingleses estão a servir para garantir postos de trabalho na Escócia em vez de o fazerem na Inglaterra.

Também o escocês Gordon Brown, ministro das finanças britânico e virtual primeiro ministro do país, é conhecido por ter forçado a cortes no programa dos novos porta-aviões, avisando que têm que se reduzir custos para permitir a construção dos navios.

A juntar a toda esta informação, existe ainda a possibilidade de que para reduzir os custos os porta-aviões possam ser construídos em França, pois os dois navios britânicos embora com sistemas diferentes têm basicamente a mesma origem do porta-aviões conhecido como projecto PA-2 que a França deverá construir como complemento ao actual porta aviões nuclear Charles De Gaulle. A construção dos navios em França pouparia qualquer coisa como €750 milhões, ou seja uma poupança de quase 15% num projecto que deverá rondar os €5400 milhões.


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