Geoestratégia


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Futuras Forças Armadas em Timor irritam Austrália
Planos foram coordenados por Portugal e Malásia.
12.06.2007


A imprensa da Austrália fez referência nos últimos dias a um plano alegadamente preparado em segredo em Timor e que pretende voltar a reconstruir a Força de Defesa de Timor, com algumas diferenças relativamente ao modelo anteriormente utilizado.

Entre as novidades do relatório, que teria até ao momento distribuição restrita, está a criação de corpos independentes de Exército, Marinha e Força Aérea, com forças que no total deverão atingir os 3.000 homens.

A força militar de Timor, segundo a mesma fonte, deverá ser implementada ao longo de 20 anos, será financiada pelo dinheiro proveniente das explorações de gás e petróleo no mar de Timor e deverá incluir uma força terrestre, equipada com meios anti-tanque e viaturas blindadas leves de reconhecimento, juntamente com veículos blindados de transporte de pessoal.

Além do exército, Timor deverá criar uma pequena força naval equipada com lanchas ou corvetas armadas com mísseis, juntamente com uma força de helicópteros com capacidade para proteger a Zona Económica Exclusiva de Timor.

A imprensa australiana parece referir-se a um certo mal-estar entre as autoridades australianas, referindo que existe em certos sectores de Timor uma grande desconfiança para com a Austrália o que levou a que os militares australianos fossem pura e simplesmente excluídos da organização dos planos.

A Austrália - que se vê como o Policia da região - é reconhecidamente contra a criação de exércitos ou forças militares com capacidade para além de simples policiamento nos países da região.

Do ponto de vista estratégico, a visão que a Austrália tem dos pequenos países com que tem fronteira marítima, como Timor, a Papua Nova-Guiné ou as ilhas Fidji é de que tais países são na realidade pequenas dependências, que deverão manter a sua independência formal, não dispondo na realidade de qualquer força militar com capacidade dissuasória.

Desta maneira, a possibilidade de intervenção australiana fica extremamente facilitada, porque qualquer intervenção australiana naqueles cenário será efectuada com um mínimo de riscos, por não haver qualquer possibilidade de oposição.

A criação de uma pequena força naval, que poderá operar no mar de Timor, será sempre uma afirmação de soberania que atingirá as fronteiras marítimas da Austrália.

A insistência do Primeiro Ministro australiano em declarar Timor-Leste um “Estado Falhado” aquando dos incidentes ocorridos naquele país em 2006 demonstrou desde logo a linha política seguida pela Austrália naquela região do globo. A Austrália deve ser a potência regional, fazendo todos os esforços no sentido de evitar e impedir a criação de pequenos poderes, que possam de alguma maneira colocar em causa a total hegemonia do país na região


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