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Brasil estuda novo VBTP
Substituto do Urutu, poderá vir da Itália
08.08.2007


O exército brasileiro, parece preparar um novo capítulo no processo conducente à substituição dos veículos blindados de transporte de pessoal conhecidos como URUTU, uma família de veículos blindados desenhada nos anos 70 e aparentada ao veículo de reconhecimento norte-americano M-8.

O URUTU, um veículo 6x6 fabricado no Brasil com praticamente todos os seus componentes de origem local, foi um grande sucesso de exportações nos anos 80, anos de ouro da empresa ENGESA, que vendeu grandes quantidades desses veículos para vários países, tanto no Médio Oriente como na África e também na América Latina.

A necessidade da sua substituição já vem a ser discutida há bastante tempo, e algumas empresas brasileiras tentaram ao longo dos últimos anos apresentar propostas para um veículo que pudesse substituir o URUTU.
O exército brasileiro produziu uma especificação em que apresenta as características básicas do veículo que pretende, o qual será fabricado em várias versões.
Essa especificação pede um veículo com seis rodas motrizes que vão desde a versão básica de transporte de pessoal, até à versão ambulância, passando por veículo porta-morteiro de 120mm, veículo de comando e de comunicações.
Segundo as notícias veículadas pela comunicação social no Brasil, o exército brasileiro colocou de fora alguns potênciais fabricantes brasileiros, que tinham mostrado algum interesse em participar na competição para o fornecimento de un novo veículo blindado de transporte de pessoal para o exército, optando por um fabricante de origem italiana, a FIAT-Iveco.

As recentes aquisições de equipamentos militares por vários países do continente sul americano, que não tendo produção própria de veículos blindados militares optaram por proceder a aquisições a outros países, parece ter levado as autoridades militares brasileiras a aumentar a parada, exigindo veículos com um nível de sofisticação superior ao que em principio poderia ser fornecido pela industria brasileira.
Embora o país se tenha distinguido nos anos 80, exactamente com os veículos Urutú e Cascavel, a verdade é que eles não foram nunca veículos especialmente sofisticados. Ao optar por uma parceria com uma empresa italiana, o exército brasileiro opta também por veículos que estarão pelo menos em principio, a par com o que de mais sofisticado se produz presentemente no mundo em termos de veículos de transporte de pessoal.

Não é exactamente compreensível o objectivo que se pretende com a escolha de veículos com tração 6x6, quando a norma presentemente são os veículos 8x8. A possibilidade de os veículos 6x6 serem mais simples de fabricar e de manter pode ter sido considerada, juntamente com o facto de o exército estar habituado a este tipo de veículo. No entanto, as diferênças entre os dois tipos de carro, a acreditar nos testes e avaliações operacionais que têm vindo a ser feitos por vários exércitos não parecem ser suficientemente grandes.

Outra exigência, parece apontar para a necessidade da aquisição de uma viatura equipada com uma torre armada com um canhão de 105mm. O Urutu, teve uma versão com uma torre de 90mm para apoio de fogo, que não parece ter tido a preferência do exército, ainda mais que o veículo Cascavel poderia servir tanto para veículo de reconhecimento como para veículo de apoio de fogo.

Agora, deverá estar prevista a aquisição desse tipo de veículo, armado com um canhão de 105mm. As informações diponíveis apontam para que a versão de apoio de fogo seja diferente das restantes, dispondo de um chassis 8x8 e não 6x6.
Esta informação, conjugada com a informação disponível que afirma que a familia de veículos deverá em principio ser inspirada nos actuais veículos italianos, pode levar a concluir que o futuro VBTP do exército brasileiro possa ser algo como uma versão encurtada do actual carro Centauro, também 8x8, utilizado pela Italia.

A possibilidade de o futuro veículo estar mais próximo do PUMA, um veículo blindado 4x4 (5.700Kg) , que foi «esticado» para a versão 6x6 (7.500Kg) parece remota, porque a versão 6x6 já é bastante mais pequena que o actual Urutu, e a possibilidade de criar uma versão 8x8 sería algo estranha, ainda mais que o veículo acabaria sendo demasiado pequeno para a colocação de uma torre com canhão de 105mm, quer por razões ligadas ao tamanho, quer pela absorção da energia do impacto do disparo.

Assim, a opção mais lógica, parece apontar para que o exército venha a dispor de um veículo baseado no Centauro, o qual pode ser fornecido em versão 6x6, como também pode ser fornecido em versão 8x8. De qualquer das formas, mesmo a versão 8x8 deverá ser menor que o Centauro italiano, porque um dos objectivos parece ser o de manter a capacidade para transportar esses veículos por via aérea, num transporte do tipo C-130 ou similar, o que implica que o veículo terá que ficar abaixo de 20 toneladas.
Uma das possibilidades para o futuro VBTP brasileiro, baseado no chassis de um Centauro encurtado e modificado


Mas as adaptações para o futuro VBTP brasileiro não poderão ficar por aí, e terão que ser mais radicais, porque o veículo Centauro (aliás como o Puma) não foi desenhado para ser amfíbio, e o exército pretende que a maioria dos carros a adquirir tenha essa capacidade. Ora as linhas do Centauro, com a sua frente afilada não foram feitas para um veículo amfibio mas sim para um caça-tanques, pelo que o rearranjo da parte frontal do veículo também será necessária.

Acima, mostramos uma das muitas possibilidades que poderá ter em termos de aspecto um possível futuro VBTP brasileiro, resultado do «encurtar» de uma veículo Centauro italiano. Embora ele possa partilhar muitas das soluções mecânicas, transmissão e até motor equivalente, se o futuro VBTP do exército for de origem italiana, ele será inevitavelmente um veículo novo.

A versão de veículo de apoio de fogo com peça de 105mm, poderá facilmente ser produzida a partir da versão anterior, com a colocação de um quarto eixo e a incorporação de uma torre equipada com um canhão de baixa pressão. No entanto, não será fácil garantir que o veículo mantenha a sua flutuabilidade, pelo que não parece provável que ele venha a ser anfíbio, o que pode levar à conclusão de que o Urutu-III/105 poderá ser futuro substituto do Cascavel.

Uma das possibilidades para a versão 8x8 equipada com torre de 105mm


Não é possivel prever neste momento, se futuramente, no caso de estes projectos virem a concretizar-se, haverá a possibilidade de colocar os veículos no mercado internacional.


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