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Rússia testa super bomba termobárica
Maior engenho explosivo não nuclear apoia a campanha de afirmação da Rússia
13.09.2007


A política de promoção da Rússia como grande potência militar, especialmente perante a sua própria opinião pública, teve mais um desenvolvimento nesta Quarta-feira, com o anuncio por parte das autoridades militares russas do teste de uma bomba termobárica de grande potência.

A bomba termobárica testada, é segundo as fontes russas, quatro vezes mais poderosas que a maior bomba americana presentemente em utilização, a MOAB.

A experiência terá decorrido com sucesso e foi anunciada com grande alarido e propaganda pela imprensa russa.

Na realidade, segundo observadores internacionais na Rússia, este anuncio é mais um passo no programa de promoção do presidente Vladimir Putin, que pretende deixar na Russia a ideia de que é um dos grandes governantes da história do país e que voltou a dar a Rússia a dignidade perdida com a debacle da antiga União Soviética.

A bomba termobárica russa, é segundo anunciado, muito mais potente que a mais potente bomba norte-americana conhecida como MOAB, ou a experimental MOP embora esta ultima seja uma bomba convencional.

Pode-se afirmar com segurança que a comparação entre a bomba americana e a bomba termobárica russa não faz muito sentido, dado se tratarem de sistemas diferentes que utilizam princípios completamente distintos, destinados a funções igualmente diferentes.

Em termos muito genéricos, a bomba termobárica utiliza um fenómeno muito conhecido desde o século XIX, quando se descobriu que o «pó de carvão» existente nas minas, poderia em determinadas circunstâncias produzir uma enorme explosão.

A bomba termobárica, utiliza um principio idêntico. Ela produz uma primeira explosão em que espalha uma quantidade de combustível na forma de vapor, o qual reage com o oxigénio do ar, quando ocorre uma segunda explosão que provoca a ignição da mistura.. A explosão dessa mistura, produz uma fortíssima onda de choque, atingindo temperaturas muito altas.
Como a explosão a alta temperatura consome os reagentes (tanto o combustível quanto o oxigénio) cria-se um vacuo na área da explosão, razão pela qual este tipo de bombas também são conhecidas como bombas de vacuo.
Esse vácuo vai produzir ainda um efeito secundário, pois após a explosão inicial, a diferença de pressão entre a área onde se deu a explosão e a área circundante, produz um sopro no sentido contrário.

Ou seja: Quando a bomba explode, a pressão afasta tudo como numa explosão convencional, mas o efeito que se lhe segue, funciona como se sugasse tudo de volta para o centro novamente. Este segundo efeito é muito menos forte que o primeiro, mas mesmo assim produz um sopro que poderia facilmente levantar um homem no ar.

No entanto, a bomba termobárica é eficiente a céu aberto, e onde houver espaço aberto suficiente para que se dê a expansão do combustível em forma de vapor.
A bomba também está absolutamente dependente das condições atmosféricas, da pressão atmosférica, da temperatura do ar e do próprio vento.

Ao mesmo tempo, a comparação da bomba termobárica russa com a bomba atómica – que apareceu em alguma comunicação social – também parece ser algo exagerada, porque não se menciona que tipo de bomba atómica se está a referir.

Na comparação com o equivalente em TNT, a bomba russa é muito mais poderosa que a bomba americana (MOAB) que os russos utilizaram como comparação, mas é muito menos poderosa que a bomba atómica de Hiroshima, (hoje considerada uma bomba atómica de relativamente fraca potência) ou mesmo que a mais pequena das armas nucleares tácticas que foram estudadas nos anos 60 do século XX, a estranha espingarda/fuzil conhecida como «David Crocket», que disparava uma pequena ogiva atómica e tinha um alcance de 5Km. A arma era tão perigosa que nunca chegou a ser entregue às forças para eventual utilização.

Uma comparação entre quatro armas, considerando a sua equivalência do seu poder explosivo com TNT, mostra a grande diferença de poder entre elas:

M.O.A.B. norte-americana: equivalente a 11 toneladas
Bomba termobárica russa: equivalente a 44 toneladas
Ogiva do «David Crocket» (fuzil portátil atómico): equivalente a 250 toneladas
Bomba atómica de Hiroshima: equivalente a 17.000 toneladas

A bomba de Hiroshima, é 386 vezes mais poderosa que a nova bomba termobárica russa e 1.545 vezes mais potente que a MOAB americana.

A arma deverá ter funções essencialmente defensivas, embora pelas suas características (ela precisa de oxigénio para explodir) a sua utilização contra terroristas, nomeadamente terroristas escondidos em bunkers é de utilidade duvidosa. A bomba poderá no entanto ser utilizada contra instalações à superfície ou contra concentrações de tropas.


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