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Reforços australianos chegam a Díli
Situação em Timor é calma, mas acontecimentos continuam por explicar
11.02.2008


Devem chegar a Díli durante a tarde de Terça-feira, 12 os militares e polícias australianos de reforço ao contingente daquele país presentemente colocado em Timor. Também já chegou às águas de Timor a fragata HMAS Perth, da marinha australiana que deverá apoiar as forças no terreno.

O contingente australiano é o maior contingente internacional presente em Timor, somando 780 pessoas e que agora deverá atingir 970 com este novo reforço.
As autoridades temem que ocorram incidentes, quando parte dos grupos de jovens desempregados que consideravam Alfredo Reinado como herói, se organizarem como ocorreu anteriormente em Timor, provocando distúrbios generalizados em Díli.
Calcula-se que ainda estejam a monte cerca de 25 integrantes do grupo de Alfredo Reinado, embora não haja razões para achar que estes últimos constituam para já um problema de segurança em Timor.

Os incidentes ocorridos na madrugada de Segunda-feira continuam entretanto envolvidos em dúvidas e não são conhecidos ainda detalhes exactos sobre o que efectivamente ocorreu no dia 11 de Fevereiro.

Aparentemente ocorreram incidentes entre as forças australianas e rebeldes sob o comando de Alfredo Reinado na semana passada e a acção que este levou a cabo poderá ter sido motivada pelo desespero de Reinado.

Até ao momento, os dados conhecidos apontam para o seguinte:

06:00 – O presidente Ramos Horta, saiu de casa como é costume para um passeio matinal.

06:15 – Desconhecendo este facto, dez pessoas armadas sob o comando do major Alfredo Reinado, atacaram a residência de Ramos Horta em Meti-Hau nos arredores de Díli. Durante essa troca de tiros, morreu Alfredo Reinado e um segurança do presidente que se encontrava na residência.

06:50 – Ramos Horta é informado de que há tiroteio na proximidade de sua casa, através de um telefonema. Sem que qualquer segurança se interponha, Ramos Horta, dirige-se a sua casa.

07:00 – O presidente Ramos Horta, aproxima-se da sua residência e é nesta altura que é atingido por três tiros de arma de guerra. Um dos projecteis terá atingido o pulmão, outro terá perfurado o abdómen e um terceiro terá atingido Ramos Horta numa mão.

07:13 - Aparentemente é o próprio Ramos Horta que consegue telefonar a pedir auxilio.

07:15 - A polícia das Nações Unidas chega ao local, mas não intervém nem se aproxima da residência. Não estará a responder à chamada de Ramos Horta mas sim a outro aviso, resultado do ouvir dos tiros.
A policia das Nações Unidas não presta qualquer auxílio a Ramos Horta, mas aparentemente, porque foi chamada por causa dos tiros, não tem meios para prestar auxilio

07:30 - Chega ao local um grupo de militares da Guarda Nacional Republicana, acompanhado de uma unidade de emergência do INEM, que não sabia que o presidente estava ferido e identificou um ferido grave, que foi de seguida identificado como sendo Ramos Horta.

07:45 – Uma caravana em que seguia o primeiro-ministro Xanana Gusmão, que se dirigia para o palácio sede do governo timorense, é atacada por homens armados, comandados por Gastão Salsinha pouco depois de sair da residência do primeiro-ministro.
O veículo da frente despista-se e o segundo veículo, no qual seguia Xanana Gusmão, embora atingido, escapa.

De seguida, Gastão Salsinha dirige-se à casa de Xanana Gusmão, de onde o primeiro-ministro tinha acabado de sair, para contactar o chefe de segurança e lhe pedir uma espingarda de assalto Steyr AUG-A1, o que é recusado. Sem mais delongas Gastão Salsinha embrenha-se no mato e desaparece.


Reunião do Conselho de Segurança em Nova Iorque
Entretanto, o Conselho de Segurança das Nações Unidas reunido ao fim da tarde em Nova Iorque para discutir a situação em Timor, na sequência dos atentados, condenou os mesmos, pela voz do embaixador do Panamá Ricardo Alberto Árias. Os atentados foram igualmente condenados pelo secretário geral Ban Ki-moon.

Ataque previsto
Em declarações relacionadas com os atentados, o comandante das forças armadas de Timor Taur Matan-Ruak afirmou que tinha avisado a segurança do presidente e do primeiro-ministro, bem assim como os comandos das forças internacionais de que havia razões para crer que ocorreriam distúrbios nas semanas seguintes.


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