Sociedade / Política


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«Angolagate» vai a tribunal em França
Corrupção e tráfico de armas, envolvem governo de Luanda
07.10.2008


O caso conhecido como Angolagate começa a ser julgado nesta Terça-feira em Paris no que constituiu um dos mais visíveis casos em que está envolvida parte da elite dominante do partido MPLA.

Durante os anos 90, altura em que estava em vigor um embargo de armas a Angola, por causa da guerra civil em que o país vivia, dirigentes franceses com acesso directo ao Palácio do Eliseu terão estabelecido contactos ilegais com dirigentes angolanos no sentido de vender armas àquele país africano

Aparentemente, muitas das compras de material militar proveniente da Europa de Leste (nomeadamente República Checa e Eslováquia) terão passado por mãos francesas.

O processo não implica directamente nenhum militar ou civil angolano e restringe-se a cidadãos franceses que terão sido subornados pelo governo do partido MPLA, para facilitar a compra de equipamentos militares que estavam vedados a Angola. Além do filho do antigo presidente Mitterrand (Jean-Cristophe Mitterrand) está também envolvido no escândalo o ex ministro do interior Charles Pasqua e um seu acessor.

O governo de Angola tem protestado contra a divulgação de informações que considera serem Segredo de Estado e que estão relacionadas com a compra de equipamentos militares pelo país.

Durante anos, este tipo de canal de negócios permitiu a Angola adquirir material militar como tanques, granadas de artilharia, minas, helicópteros e até seis navios de guerra.
Muitas das aquisições de material para Angola, não parecem ter tido qualquer critério ou lógica e muito do material adquirido acabou apodrecendo. São exemplo a compra de navios que nunca funcionaram e de caças Su-27 que nunca operaram convenientemente e não tinham qualquer utilidade prática no conflito.

À falta de critério nas compras de material militar que não tinha qualquer utilidade, juntam-se às dúvidas sobre a lisura do processo e existem alegações sobre pagamentos feitos ao próprio presidente José Eduardo dos Santos e a oficiais das FAPLA (exército do partido MPLA). Os instrutores do processo que agora começa a ser julgado em Paris, afirmam que dezenas de milhões de dólares, foram pagos a Eduardo dos Santos e aos militares angolanos para «facilitar» as vendas.

Segundo o instituto internacional «Transparency International», em 2008, Angola ocupa a 23ª posição entre os países mais corruptos do mundo, depois de ter ocupado o 36º lugar em 2007.
Em termos africanos a posição angolana piorou, estando o país nas últimas classificações numa tabela liderada pelo Botswana com um índice de 5.8 (o menos corrupto) em que Angola desceu de um índice de 2.2 em 2007, para 1.9 em 2008. Angola conseguiu mesmo igualar a Guiné-Bissau (1.9), numa altura em que aquele país enfrenta sérios problemas com o aumento do poder e influência de grupos de traficantes de droga.
O país mais corrupto de África é a Somália, com um índice de 1.0.


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