Exército


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Primeiros passos do URUTU-III
Futuro veículo brasileiro será mostrado na LAAD 2009
05.04.2009


Segundo os dados conhecidos teve já inicio a fase de construção do primeiro protótipo do futuro blindado brasileiro URUTU-III. A viatura que começou a ser construída deverá substituir os actuais URUTU, e um seu derivado deverá substituir os carros de combate leves Cascavel. O futuro URUTU-III deverá aparentemente situar-se entre a viatura 6x6 conhecida como PUMA e o «Freccia», um derivado da viatura blindada «Centauro», da IVECO.

O Freccia parece ser demasiado grande para as exigências e necessidades brasileiras que dão maior ênfase à capacidade anfíbia. Por isso, a primeira versão da nova viatura a ser produzida em pré-séria será na configuração 6x6.

O futuro URUTU será bastante convencional, com o motor à frente do lado direito e o condutor do lado esquerdo. Mais atrás estará o comandante do veículo. O conjunto motor-transmissão parecem basear-se no PUMA, com as rodas da frente e centrais distantes da terceira roda.

Haverá um modelo base na configuração 6x6 e posteriormente várias versões, entre as quais uma equipada com uma torre operada do interior do veículo.
Neste caso o calibre do armamento principal será de 30mm e o fornecedor deverá ser de Israel. Está em desenvolvimento no Brasil uma torre que poderá corresponder a parte das exigências do exército, no caso de depois de desenvolvida ela se mostrar à altura.

Além de comandante e condutor, o URUTU terá ainda um operador de sistemas de armas e um grupo de até 10 militares armados.
Embora presentemente seja considerada uma solução obsoleta, aparentemente a especificação brasileira continua a pedir a inclusão de pequenas janelas que permitam disparar do interior do veículo, mas esta opção deverá ser adoptada, consoante a versão e utilização táctica prevista para o veículo.

As dimensões do URUTU-III não são conhecidas, mas estima-se que deva ficar por volta de 6,4m a 6,7m de comprimento, com um peso vazio de 12 a 13 toneladas e um peso carregado de 14 a 15 toneladas. Estes valores deverão aumentar consoante o tipo de armamento e configuração, pelo que algumas das versões deverão aproximar-se das 18 toneladas, com tripulação, munição e combustível.
Estes valores deverão permitir manter a flutuabilidade do veículo, que deverá, deslocar-se dentro de água a velocidades entre os 7 e os 10km/h. Em estrada ele deverá atingir uma velocidade de até 100km/h, com um sistema motriz com uma potência próxima dos 380cv.

Para a locomoção dentro de água, parece existir preferência pela utilização de hélices em vez de turbojactos, que foram testados no veículo Charrua, desenvolvido nos anos 80 sem sucesso. Existem várias vantagens tácticas na utilização de hélices. Uma das quais é o ruído em operações anfíbias em áreas como a floresta amazónica.
Uma viatura próxima do que poderá ser o URUTU-III

Ao contrário do caso do actual URUTU, que foi sempre desenvolvido na versão 6x6, o seu substituto deverá possuir uma versão 8x8. Tal viatura será menor que o Centauro e foram apontados vários valores para o seu peso máximo. No entanto, considerando o tipo de torres armadas com canhão de 105mm que poderão ser utilizadas, e considerando ainda o peso máximo estimado para a versão 6x6, uma versão 8x8 provavelmente não disporá de capacidade anfíbia.
Um URUTU-III armado com uma torre de 105mm como a italiana Hitfact não deverá pesar menos de 20 toneladas, estando porém dentro dos limites que permitam o seu transporte dentro de aeronaves do tipo C-130 ou do eventual Embraer EMB-390. A instalação de uma torre de 120mm não parece para já ser considerada, pois as dimensões do veículo desaconselhariam a sua instalação.

Os cálculos, contas e valores apontados por várias fontes sobre as dimensões e peso do futuro URUTU-III são ainda complicados pela possibilidade de o veículo utilizar blindagem modular, que pode ser adaptada e aplicada conforme as necessidades operacionais. Isto pode facilmente aumentar o peso total do veículo. Os primeiros esboços e maquetes oficiais deverão ser apresentados no Rio de Janeiro ainda este ano durante a LAAD.

O protótipo de deverá ficar pronto até ao final do ano de 2009, sendo depois submetido a testes de avaliação. Sendo esses testes positivos, o fabricante passará para a fase de pré-produção de um lote maior de viaturas que também deverá ser submetidas a testes mais rigorosos até que uma decisão final de aprovação tenha lugar até final de 2011, data a partir da qual, se tudo correr sem entraves, deverá ser possível a produção em série.


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