Força Aérea


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Manutenção de Helicópteros EH-101 custa 11 mihões por ano
Custos de manutenção são calcanhar de Aquiles do modelo
29.12.2009


Numa reportagem da emissora de televisão portuguesa SIC, a compra de doze helicópteros EH-101 para a força aérea portuguesa foi criticada e classificada de ruinosa. Segundo aquela fonte, a não assinatura de um contrato de manutenção, forçou o estado a gastar mais 11 milhões de Euros por ano para garantir a disponibilidade de pessoal do fabricante, que permita aumentar o grau de disponibilidade da frota.

Os problemas com a manutenção de helicópteros EH-101 não são em absoluto um problema exclusivamente português. A Dinamarca, um país com metade da população portuguesa, que comprou 14 helicópteros do mesmo tipo também teve problemas com a manutenção da frota.
A título de exemplo, no inicio de 2008 apenas 4 desses 14 helicópteros estavam operacionais e em condições de voar, ou seja, uma disponibilidade idêntica à portuguesa.

Os operadores da frota de helicópteros EH-101 queixam-se de que o tempo médio entre avarias aumentou muito para lá do previsto. Isto resultou numa diminuição da operacionalidade da frota.
Tal como em Portugal os problemas com a manutenção das aeronaves sucedem-se e a Dinamarca por exemplo, não tendo dimensão suficiente para dispor de uma unidade própria para a manutenção deste tipo de aeronave (num país pequeno isso seria ainda mais caro).
Não sendo viável criar estruturas próprias de manutenção, os operadores ficam dependentes do pessoal do fabricante, tendo que arcar com os custos inerentes à sua disponibilização.
A força aérea da Dinamarca teve mesmo que recorrer aos antigos helicópteros Sikorsky S-61 que era suposto serem substituídos, o que também aconteceu em Portugal, onde os velhos Puma, comprados para combater em África nos anos 70, voltaram a ser utilizados.

Porquê o EH-101 ?

Levantam-se naturalmente questões quando se trata de entender a necessidade de aquisição de helicópteros com estas características.
Mas a superior autonomia dos EH-101 relativamente à maioria dos seus concorrentes justifica normalmente a aquisição, havendo poucas aeronaves que consigam um tão elevado grau de polivalência.
No caso português, a escolha está directamente relacionada com a possibilidade de o helicóptero poder atingir qualquer das regiões autónomas.
Esta capacidade é igualmente da maior importância quando se trata de garantir a possibilidade de operar a grandes distâncias, o que resulta em capacidade efectiva para assegurar a busca e salvamento nas zonas económicas exclusivas de responsabilidade portuguesa. O caso dinamarquês, é idêntico, e também justificou a aquisição.

Os helicópteros são polivalentes e podem servir para o transporte de tropas. No caso português continua prevista a utilização de quatro unidades, a bordo do futuro navio polivalente logístico, há muito tempo esperado pela marinha portuguesa.

Embora a questão da manutenção seja grave, e afecte directamente praticamente todos os operadores, no caso português continua por resolver a questão das contra-partidas «offset» que ainda estão por cumprir.
Aparentemente, durante o período de Luís Amado o tema foi pura e simplesmente ignorado, sendo novamente estudado durante a gestão de Nuno Severiano Teixeira, sem qualquer desenvolvimento positivo.

Além do caso das contrapartidas dos helicópteros estão ainda por resolver questões de contrapartidas por parte dos fabricantes de outros meios militares, de entre os quais se destaca o fornecedor dos dois submarinos da marinha.


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